Uber, táxi

Cade dá sinal verde para o Uber

Redação Olhar Digital 04/09/2015 17h11
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Um estudo realizado Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre o transporte individual de passageiros no Brasil aponta que não existem elementos econômicos que justifiquem a proibição do Uber e de aplicativos semelhantes. "Análises econômicas sugerem que, sob uma ótica concorrencial e do consumidor, a atuação de novos agentes tende a ser amplamente positiva", afirma o estudo.

Para o Departamento de Estudos Econômicos do Cade, o surgimento de aplicativos de caronas pagas pode, ao contrário do que os sindicatos de taxistas e até o governo brasileiro afirmam, não tira o emprego de taxistas. Pelo contrário, os serviços podem ajudar motoristas que não possuem licença a continuarem a trabalhar.

De acordo com a pesquisa, os serviços fornecem um mecanismo de autorregulação satisfaório e atendem um mercado até então não atendido de forma satisfatória pelos táxis. O órgão analisou também as consequências de uma possível desregulamentação do mercado, com base em pesquisas realizadas em outros países e concluiu que os resultados são promissores.

"A desregulamentação de entrada, ou seja, o fim das regras que limitam o acesso ao mercado, em regra, aumenta a oferta", explica o Cade. "Quanto à desregulamentação de preços, ou seja, a abolição das tarifas fixas a que estão adstritos os táxis, não é possível afirmar com clareza que ela gere redução dos valores cobrados. O maior benefício trazido por essa alternativa, segundo o estudo, é a diversificação de serviços prestados".

 

Mercado Brasil uber
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