Televisão TV

Campus Party: interatividade e imersão podem salvar a TV

Caroline Rocha 27/01/2016 15h01
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Um dos temas mais importantes da tecnologia na atualidade, a TV foi objeto de uma das conversas desta edição da Campus Party, que acontece entre os dias 26 e 31 de janeiro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Na manhã desta quarta-feira, 27, o Doutor e Mestre em Comunicação e Semiótica, Almir Almas, explicou como a tecnologia pode revolucionar a TV e o cinema atuais. Para ele, uma das grandes possibilidades é a TV expandida, experiência que permite que o espectador saia de sua posição passiva e explore o mundo.

TV como plataforma
Segundo Almir Almas, as mudanças ocorridas recentemente, na produção e transmissão do sinal, possibilitaram que a TV passasse de um mero receptor para uma ferramenta de conexão com a internet, o que contribui para que ela passe a funcionar na internet, reproduzindo o conteúdo da rede e também enviando informações para ela.

TV Social
A nova experiência com a TV - traduzida principalmente pelas Smart TVs - se torna cada vez mais social. Mas, ao contrário do que acontecia antes, as pessoas não são meras espectadoras, e sim produtoras de conteúdo. "Através dos dispositivos ligados à internet é possível criar uma TV social, onde eu falo, comento o que estou assistindo, entro nas redes e dissemino, uso a internet como um meio de distribuição", explica o mestre.

Futuro da TV: interatividade e programação
Quando se fala em interatividade, uma das primeiras aplicações que vem à cabeça é o uso da tecnologia para oferecer informações complementares a respeito de um programa, como a apresentação de uma ficha técnica. Mas para Almas, é possível aproveitar muito mais.
Segundo ele é possível utilizar a interatividade até para que o usuário interfira na trama desenvolvida. "Assim, é possível sair do mundo fechado e controlado da TV, adquirindo uma nova experiência", afirma o doutor e mestre.



Como um dos exemplos das possibilidades, Almas apresentou trechos do projeto Trapézio, um trabalho de conclusão de curso da aluna Marilia Fredini Alves, que trabalha com a tecnologia e oferece ao espectador a possibilidade de acompanhar a mesma história por diferentes pontos de vista.

Como funciona?

Para interagir perfeitamente com o usuário, os dispositivos contam com sensores e componentes que permitem, por exemplo, saber exatamente onde a pessoa está, e oferecer uma cena completa a partir do seu posicionamento, mais ou menos como acontece com os óculos de realidade virtual.

Campus Party TV
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