Cientistas desenvolvem método que transforma açúcar em morfina

Estudos recentes desenvolvidos em diversas universidades dos EUA e Canadá revelam a existência de um método eficaz para criar morfina - que nada mais é do que a heroína refinada - a partir de concentrações de açúcar comercial. Sim, esse mesmo utilizado em praticamente todas as cozinhas do mundo, que é, na verdade, um conjunto de carboidratos cristalizados, como a sacarose, lactose e frutose.

Esses estudos em questão indicam que um tipo de levedura utilizada no processo de fermentação da cerveja pode também criar o mesmo opióide presente na papoula, planta de onde é retirada a resina que é o principal componente para a elaboração da morfina e heroína.

Pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, e da Universidade de Concordia, no Canadá, apresentaram o método em um artigo publicado na revista Nature, a publicação de maior respaldo científico no meio acadêmico. Segundo os pesquisadores, a levedura utilizada no processo foi modificada geneticamente para permitir a criação das moléculas de morfina e heroína quando exposto a uma determinada quantidade de açúcar.

A maior dificuldade envolvida no processo é justamente cultivar o fungo geneticamente alterado. Entretanto, com o fungo em mãos, o processo de criação das fortes drogas se torna muito mais fácil, já que agora as moléculas foram criadas artificialmente e não dependem de uma plantação de papoulas, um fator que poderia beneficiar mais os cartéis de drogas do que a ciência, conforme aponta o The New York Times.

Por outro lado, os entusiastas da morfina caseira afirmam que para produzir o opiácio derivado do açúcar é preciso conhecimentos avançados de genética e química, o que limitaria o número de pessoas realmente hábeis na sociedade atual para produzir a droga fora de um grande laboratório. Outro ponto na defesa do processo é que o real substrato que possibilita o processo, a levedura de cerveja modificada, recebeu marcadores silenciosos no DNA, o que permite o rastreio de origem do material utilizado.

Ainda não há registro de produção da droga sintética utilizando esse método mais barato. Por enquanto, a aplicação dessa nova matéria prima, que pode ser representar o início da produção de analgésicos menos viciantes e mais eficazes, esbarra no debate conservador útil, mas burocrático, sobre a possibilidade de uma inundação de drogas baratas na sociedade. 

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