Com os dias contados, Flash revolucionou a internet há 20 anos

Um dos formatos mais populares da internet, o Flash tem perdido mercado recentemente e parece estar com seus dias contados. Problemas como a descoberta de recorrentes falhas graves de segurança, o surgimento de novas tecnologias e o consumo excessivo da bateria e da memória RAM dos dispositivos contribuíram para que a plataforma fosse abandonada por grandes empresas como a Apple e o Google.

Apesar de hoje ser considerado algo antigo, o Flash revolucionou o design de páginas da web entre o final dos anos 1990 o início dos anos 2000. No final da década de 90, os sites eram estáticos e desajeitados.

Reprodução
Quando surgiu, o software trouxe à internet uma nova cara, tornando possível incorporar animações aos sites e deixando-os mais "limpos" e bonitos.




Com o aumento na velocidade média de conexão da pessoas, os sites em Flash se popularizaram e passaram a utilizar recursos como a animação das páginas. Apesar de um grande avanço, a prática foi levada à exaustão - o que explica a sensação muito comum de clicar em "pular introdução" ao entrar em um site.



No começo dos anos 2000, em meio a uma explosão de sites que usavam as animações, começaram a surgir as reclamações. "Embora existam raras ocorrências de bom design flash (que ainda conseguem agregar valor às páginas), o uso do Flash tipicamente reduz a usabilidade de um site. Na maioria dos casos, seria melhor se esses objetos multimídia fossem removidos", explica Jakob Nielsen no texto "Flash: 99% Bad".

Criatividade, design e animação

Unindo a criatividade e as possibilidades da tecnologia, muitas páginas e projetos conseguiram se destacar. Confira alguns bons exemplos de utilização do Flash:







Derrocada

Com a ascensão do HTML5, muitas funções do Flash passaram a ser desempenhadas pelos próprios navegadores, sem a necessidade de um plugin externo. As falhas de segurança descobertas que permitiam, por exemplo, que invasores executassem códigos maliciosos em máquinas de usuários, ajudaram a tornar o software ainda menos popular.

Nos últimos meses, o Google Chrome, um dos navegadores mais populares do mundo, afirmou que conteúdos em Flash deixarão de ser exibidos por padrão, necessitando da autorização prévia do usuário. O chefe de segurança do Facebook, Alex Stamos, chegou a pedir o fim do Flash. “É hora de a Adobe anunciar uma data de morte para o Flash”, escreveu no Twitter.

Diante do abandono das principais plataformas e serviços dos dias de hoje, é possível que o Flash seja abandonado pela mesma internet que ajudou a criar.

Via TheNextWeb

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