Como um brasileiro acabou envolvido em trama de espionagem russa no Facebook

Poucos dias atrás, o jornal The New York Times publicou uma reportagem expondo perfis que teriam sido criados pela inteligência russa no Facebook para influenciar a opinião de norte-americanos durante a eleição de 2016. E agora se descobriu que uma dessas pessoas não era americana ou sequer russa, mas sim brasileira.

O perfil em questão pertencia a um tal Melvin Redick, sujeito nascido e criado no estado da Pensilvânia. Ele havia passado o período eleitoral divulgando um site supostamente colocado no ar a mando dos russos para denegrir a imagem de Hillary Clinton, que disputava a Presidência com Donald Trump.

Ao analisar as fotos de Redick, o NYT percebeu que em uma delas aparecia a tomada de três pinos brasileira, então o jornal contatou o Facebook e a rede social tirou a página do ar sob justificativa de que ela seria falsa. O G1 publicou um post pedindo ajuda aos seus leitores para encontrar esse Redick e acabou localizando a pessoa em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Redick é, na verdade, Charles David Costacurta, um vendedor de 36 anos que não tem nada a ver com Clinton e Trump — nem a política brasileira ele segue, segundo disse ao G1. As fotos usadas no perfil falso datam de 2014, tanto que o brasileiro contou que sua filha, exposta até em uma imagem de capa, tinha três anos à época e hoje está com seis.

Costacurta afirmou que não pretende acionar a Justiça para buscar reparações sobre o ocorrido, mas se mostrou assustado com a situação. "A gente fica totalmente vulnerável. Fica pensando a que ponto você tem uma segurança mesmo", comentou. "Dizem que você tem uma rede social para se expor. Mas nessa rede social a gente faz notificações dizendo que é só para a gente, não para o público em geral."

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