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Confira 8 sinais de que você virou refém do celular

Leonardo Pereira 25/03/2014 17h08
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A recente onda dos selfies trouxe de volta um velho conhecido da tecnologia que de tempos em tempos resolve dar as caras: o vício. Muita gente nem percebe quando começa a depender do smartphone, por isso o Olhar Digital conversou com uma especialista para entender melhor o problema.

Em primeiro lugar, a dependência de smartphone geralmente está relacionada com internet e interação social. O aparelho, em si, não passa de uma ferramenta que leva à rede e aos serviços proporcionados por ela, como lembra a psicóloga Luciana Ruffo, do NPPI (Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática) da PUC. Abaixo, confira alguns sinais de que o vício está chegando e saiba como combatê-lo.

CHEGADA DO VÍCIO 

Dá para sentir o cheiro de vício quando a pessoa começa a ficar irritada se o aparelho perde sinal. O passo seguinte é evitar lugares sem conexão, incluindo partes da casa e até viagens: lugares ermos? Nem pensar.

Família e amigos costumam perceber primeiro a aproximação da dependência e reclamam que a pessoa não passa nenhum tempo longe do smartphone. Então o viciado passa a mentir para não ter de dar explicações e evita sair de casa para não se encontrar pessoalmente com os conhecidos. Quando sai, precisa levar o carregador junto para não ficar sem bateria e, quando dorme, tem de estar com o aparelho por perto.

Reprodução

Segundo Luciana, "o vício está mais relacionado com o tipo de uso que se faz do que com a quantidade de tempo que se passa com o aparelho". Um vendedor, por exemplo, pode passar o dia todo grudado no smartphone porque precisa dele e, quando estiver em seu momento de lazer, esquecer que pode acessar a internet por ali.

Além de afetar a vida social, o vício também cria problemas no trabalho, pois a pessoa apresenta dificuldade em ficar longe do aparelho por curtos períodos de tempo, como em reuniões de trabalho, e tem dificuldade de completar suas tarefas porque precisa verificar atualizações constantemente. Mesmo se o acesso a redes sociais for proibido na empresa, é impossível impedir que se faça isso pelo smartphone sem ferir a Lei, já que usar bloqueadores de sinal é proibido.

A CURA

O remédio ideal contra o vício em smartphone é se livrar dele de uma vez, mas a psicóloga ressalta que é muito difícil fazer isso. A dica então é combatê-lo aos poucos com determinação. Para começar, não procrastine dizendo que vai dar uma olhada de cinco minutos nas redes e depois partir para as obrigações: faça tudo o que tiver de fazer e só então, quando estiver livre, pegue o aparelho.

Caso não consiga fazer isso sozinho – porque a tarefa é realmente complicada – o viciado pode procurar ajuda profissional. A própria PUC trabalha com isso, basta acessar o site do NPPI ou enviar um e-mail para nppi@pucsp.br.

Luciana explicou que nenhum vício em tecnologia é puro, "ele costuma ser derivado de alguma coisa na vida da pessoa que não está bem". Problemas com trabalho, vida amorosa ou social podem levar a pessoa aos excessos com smartphone, internet etc. Portanto, resolvendo essas questões, o vício tecnológico passa.

LEIA TAMBÉM

O uso excessivo do smartphone foi abordado aqui no Olhar Digital neste artigo publicado no Blog da Redação. Já os problemas com redes sociais foi tema de uma reportagem em que psicólogos dizem que elas não são as vilãs da internet (veja aqui).

Saúde Smartphones
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