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CPI das Fake News lista principais contas irregulares do WhatsApp

Renato Mota 16/01/2020 12h01
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Um relatório, enviado pelo WhatsApp e analisado pela comissão, identificou 24 contas no aplicativo responsáveis pela maior parte das mensagens enviadas em massa durantes as Eleições 2018

Um documento sigiloso do qual o portal UOL teve acesso indica que a CPI mista das Fake News no Congresso montou uma lista com as linhas telefônicas responsáveis pela maior quantidade de disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral de 2018. Dos 24 números com comportamento suspeito, seis são do Brasil e 18 do exterior.


A relação veio de uma análise das 400 mil linhas que foram banidas do aplicativo por uso irregular nas semanas que antecederam as eleições – sendo 55 mil delas suspeitas de serem operadas por robôs. Apesar do número alto, apenas 24 linhas respondiam pela maior parte das mensagens disparadas em massa.

Segundo o UOL, o levantamento foi feito a partir de documentos que o próprio WhatsApp enviou à comissão de inquérito, no fim do ano passado. As linhas telefônicas possuem números dos Estados Unidos, Vietnã, Inglaterra e Brasil, mas a checagem dos IPs usados para envio indicam que todas as mensagens foram disparadas do Brasil. Três desses números ainda possuem contas ativas na plataforma.

As contas brasileiras possuem DDD de São Paulo, Santos (SP), Belo Horizonte, Florianópolis, Maceió e Caldas Novas (GO), e eram usadas a partir de duas localizações na capital paulista e em Manaus. O relatório ainda informa detalhes dos aparelhos que usaram as contas, como pro exemplo que seis deles rodavam Android 4, e que todos usavam a mesma versão do WhatsApp.

Em nota enviada ao UOL, a assessoria de imprensa do WhatsApp reforçou que é contra o disparo massivo de mensagens, e que está usando "avançados recursos técnicos, como aprendizado de máquina, para banir contas que enviam mensagens em massa automatizadas". A empresa garantiu que está "analisando evidências além da plataforma para tomar ações legais, se aplicável", e que sugeriu ao TSE "proibir explicitamente o uso de serviços de mensagens em massa no contexto de campanhas eleitorais".

Via UOL

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