Steve Wozniak

"É herói", diz cofundador da Apple sobre homem que vazou espionagem

Kaluan Bernardo, editado por Leonardo Pereira 27/06/2013 12h40
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Steve Wozniak defende ações de Edward Snowden e critica EUA

Para Steve Wozniak, cofundador da Apple, Edward  Snowden, o homem que revelou ao mundo o esquema de espionagem dos EUA, é um grande herói. “Ele é um herói de acordo com minhas crenças sobre como a Constituição deve funcionar. Eu não acredito que a NSA tenha feito algo de valor por nós com toda essa história do ‘Prism’”, disse.

Em uma conferência na Ford em Michigan, EUA, o inventor reforçou sua opinião. “Eu não acredito que terrorismo seja guerra. Eu acho que terrorismo é um crime. E ao usar a palavra ‘guerra’ nós permitimos todas essas maneiras estranhas de dizer que a Constituição não se aplica em caso de guerra”, explica.

Wozniak acredita que um dos grandes males da tecnologia atual é o fato de tudo estar armazenado na nuvem. “Quando a internet chegou, acreditei que aquilo seria um farol de liberdade. As pessoas podem se comunicar com qualquer um em qualquer lugar e ninguém poderia pará-las... Agora parece que cada email que nós enviamos é público e está totalmente aberto e exposto e pode ser interceptado por qualquer motivo. Não era para ser assim. Não era para esse lado que acreditávamos que a internet iria. Nós achávamos que ela realmente iria livrar as pessoas desse controle gigantesco dos governos e nos proteger de tiranos”, diz.

Entenda o caso

Nas últimas semanas o mundo voltou seus olhos aos EUA e à NSA (Agência de Segurança Nacional) graças a documentos vazados ao jornal Guardian, que indicavam a espionagem do governo americano sobre celulares e atividade digital de cidadãos comuns.

O responsável pela exposição é Edward Snowden, de 29 anos, ex-assistente técnico da CIA e empregado da Booz Allen Hammilton, consultoria de segurança. Ele trabalhou para a NSA nos últimos quatro anos de forma terceirizada.

Desde que revelou sua identidade ao mundo, Snowden está fugindo do governo norte-americano, que pode penalizá-lo por “crimes de guerra” ou “espionagem”. Especula-se que no momento o hacker esteja em Moscou, mas ninguém está certo do seu paradeiro. Enquanto isso, alguns países como Venezuela e Equador estudam a possibilidade de oferecer asilo político a um dos homens mais procurados do mundo.

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