Timidez

Estudo: pessoas tímidas podem ter déficit cerebral

Caio Carvalho, editado por Igor Lopes 20/03/2012 09h45
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Timidez pode causar falhas em áreas cerebrais que levam a problemas na adaptação e novos ambientes

De acordo com um estudo conduzido pela Universidade Vanderbilt (Nashville, Estados Unidos), a timidez pode ser resultado de um déficit em duas áreas do cérebro. Foi constatado que aqueles que são mais tímidos podem vir a ter falhas na amígdala e no hipocampo cerebral, áreas que levam a problemas na adaptação a novos ambientes.
 
Os pesquisadores usaram ressonância magnética para examinar adultos de temperamento inibido e desinibido. Para chegar aos resultados, foram mostradas fotos de pessoas conhecidas e desconhecidas várias vezes para os participantes dos testes.
 
Os indivíduos com um temperamento desinibido demonstraram habituação tanto no hipocampo quanto na amídala ao olharem para as imagens de desconhecidos. A resposta cerebral aumentava quando as faces eram novas, mas diminuíam conforme elas ficavam familiares. Em contrapartida, aqueles com temperamento inibido falharam nesse processo, o que significa que todos os rostos - familiares e não familiares - geraram a mesma resposta cerebral.
 
"Esse problema em se habituar oferece um novo mecanismo neural para compreender a timidez e o comportamento cauteloso, característicos de pessoas mais tímidas. Indivíduos que se familiarizam mais devagar podem achar ruins encontros com pessoas novas e evitar experiênciais sociais, enquanto aqueles que se ajustam mais facilmente possuem o comportamento contrário", declarou Jennifer Urbano Blackford, principal autora da pesquisa.
 
Segundo o ScienceDaily, Blackford e seus colegas pensam que esse déficit em se habituar pode ser uma das principais causas da síndrome de ansiedade social - o medo persistente e crônico de algumas situações sociais específicas. Esse é o segundo tipo de distúrbio de ansiedade mais comum registrado no mundo. Só nos Estados Unidos, um em cada dez adultos tem a doença.
 
Blackford e sua equipe continuarão o relatório ao estudar crianças inibidas. O objetivo é entender se esses déficits cerebrais estão presentes desde o nascimento.
Saúde Ciência
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