Facebook é acusado de ter critérios 'arbitrários' na moderação de comentários

Em uma redew social de mais de dois bilhões de usuários, é um desafio constante manter os usuários seguros e longe de discursos de ódio. No entanto, o Facebook tem enfrentado problemas maiores do que o esperado para resolver a questão e, de acordo com um estudo divulgado nesta semana pela agência ProPublica, a política de moderação de comentários da rede social protege "homens brancos de discursos de ódio, mas não crianças negras".

A agência relata que, apesar de prometer uma política global que proteja os usuários, ela não é suficiente para enfrentar a radicalização na plataforma.
Um insulto contra raça, gênero, sexualidade de alguém, por exemplo, é excluído pela rede social. Mas outros fatores, como classe social, emprego, aparência, idade, ou religião de uma pessoa são "territórios cinzentos" no ambiente.

A ProPublica explica em três frases:

  • "Vamos caçar e matar muçulmanos radicalizados, por causa de tudo o que é bom e justo".
  • "Vamos caçar e matar todas as crianças negras, por causa de tudo o que é bom e justo".
  • "Vamos caçar e matar todos os homens brancos, por causa de tudo o que é bom e justo".

Como conta o Engadget, no exemplo, de acordo com a pesquisa, o Facebook manteria as duas primeiras declarações, mas a terceira seria excluída. Isso porque a terceira afirmação contém uma raça e um gênero, o que é passível de moderação.

Questionada, Monika Bickert, diretora de gestão de políticas globais do Facebook, afirmou que as políticas da empresa "nem sempre conduzem a resultados perfeitos".

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