Facebook pode, sim, ter demitido criador do Oculus Rift por visões políticas

Em março do ano passado, Palmer Luckey, criador do Oculus Rift, foi desligado do time do Oculus VR, que ajudou a criar após a empresa ser comprada pelo Facebook. Na época, cogitou-se que o desligamento aconteceu por causa do apoio político de Luckey ao então candidato a presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Agora, decorrido mais de um ano, parece que foi isso mesmo que aconteceu.

No final de 2016, Luckey passou a perder espaço no Facebook depois que veio a público o fato dele ter doado 10 mil dólares ao grupo Nimble America, que fazia campanha a favor do candidato republicano. A organização ficou conhecida por usar o chamado "shitposting", prática popular por difamar, tirar sarro e distorcer uma pessoa, neste caso, Hillary Clinton.

De acordo com uma matéria publicada pelo Wall Street Journal no domingo, Luckey foi colocado em licença e depois demitido por ter feito isso. Os autores do artigo disseram ter acesso a e-mails internos, os quais sugerem que o assunto foi discutido pela alta cúpula da rede social.

No outono de 2016, com a insatisfação sobre a doação, os executivos do Facebook, incluindo Mark Zuckerberg, pressionaram Luckey a expressar publicamente apoio ao candidato liberal Gary Johnson, apesar do apoio de Luckey a Trump. Mais tarde, Luckey teria contratado um advogado trabalhista que argumentou que o Facebook puniu ilegalmente um funcionário por atividade política e negociou uma indenização de, pelo menos, 100 milhões de dólares.

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Em comentário ao WSJ, Luckey não falou diretamente sobre a questão, mas disse que está torcendo para que a equipe que permanece na Oculus tenha sucesso.

Em outubro, o engenheiro sênior, Brian Amerige, deixou a empresa após escrever um polêmico memorando criticando a cultura corporativa do Facebook. Na ocasião, Amerige disse que a companhia possui uma "monocultura política que é intolerante com diferentes visões".

Com essa publicação do WSJ, mais uma vez, a discussão aumenta em relação à intolerância dos executivos da empresa às diferentes opiniões políticas de membros da equipe.

Através do seu porta-voz, o Facebook afirmou que Luckey foi desligado da empresa por questões pessoais e não por sua visão política: "Podemos dizer inequivocamente que a saída de Palmer não se deveu a suas opiniões políticas. Sempre deixamos claro que qualquer menção à política dependia de Palmer e não o pressionamos a dizer algo que não fosse factual ou verdadeiro".

Fonte: WSJ
VIA: Cnet

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