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As pessoas estão rejeitando trabalhar no Facebook após escândalos

Bruna Lima, editado por Renato Santino 17/05/2019 14h20
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O lugar já foi considerado um dos melhores para trabalhar nos EUA, mas hoje enfrenta uma crise devido aos escândalos de privacidade

O Facebook viu uma diminuição notável na taxa de aceitação em suas ofertas de emprego. Segundo a CNBC, até três anos atrás o número de pessoas que aceitavam ofertas para trabalhar na empresa era perto de 90%, enquanto hoje essa proporção caiu para quase 50%. A empresa ainda se recupera das consequências de seu escândalo Cambridge Analytica há mais de um ano, e esse foi o motivo apontado pelo portal como uma das razões para os candidatos estarem recusando as ofertas de emprego.


O escândalo em questão envolveu uma empresa de dados que acessou indevidamente os dados de 87 milhões de usuários do Facebook e usou para segmentar anúncios para Donald Trump na eleição presidencial de 2016. Isso foi feito por meio de um teste de personalidade acessado apenas por alguns milhares de pessoas, mas que aproveitava a liberdade que o Facebook fornecia a desenvolvedores para também coletar informações de outros contatos de usuários que não necessariamente fizeram o teste.

Os recrutadores do Facebook disseram que após o caso da Cambridge Analytica, eles notaram uma queda acentuada na taxa de aceitação das ofertas de emprego, segundo as fontes ouvidas pela publicação. Este é um impacto negativo para a empresa, que tem cada vez mais dificuldades para agregar talentos, especialmente jovens e universitários.

O escritório da rede social já foi considerado o melhor lugar para se trabalhar nos Estados Unidos. Além do escândalo, outros motivos foram apontados sendo chave para a baixa aceitação, como o aumento do custo de vida na região do Vale do Silício e a competição acirrada entre empresas no setor de tecnologia, incluindo gigantes como Google e Apple e startups. 

O porta-voz do Facebook, Anthony Harrison, disse que o número de funcionários da empresa cresceu 36% ano a ano do primeiro trimestre de 2018 até o primeiro trimestre de 2019. O Facebook contestou a precisão das contas dos recrutadores, mas se recusou a apontar pontos específicos errados.

Apesar de tudo isso, a empresa liderada por Zuckerberg está longe de diminuir. Pelo contrário: a empresa afirma que veio o número de funcionários aumentou em 36% em 2018.

 

Via: Genbeta / CNGC 

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