Facebook vai permitir que usuários sigam temas específicos

Há muitos anos o Facebook recebe críticas pelo “efeito bolha”, acusado de causar a radicalização de opiniões que vemos nos últimos anos, permitindo que usuários só vejam publicações que reforcem seu ponto de vista reduzindo a tolerância a opiniões divergentes. Agora, um novo recurso pode permitir que os interessados em furar essa bolha.

O TechCrunch identificou um novo recurso chamado “Topics to follow” (“Assuntos para seguir”). Como o nome indica, ele permite seguir temas específicos; ao fazer isso, você teria acesso a um feed de publicações de páginas que talvez você não siga, permitindo receber uma visão mais plural dos assuntos do seu interesse, além de descobrir novas páginas para seguir.

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Por enquanto, o recurso ainda está em fase de testes com um público limitado, como informou o próprio Facebook. Além disso, por enquanto a rede social tem se mantido distante de temas mais cabeludos. Ou seja: você poderia selecionar temas como “Fotografia”, “Filmes de Terror”, por exemplo.

Mas não seria de se espantar que o Facebook começasse a tocar em temas mais espinhosos. Imagine, por exemplo, que a rede social comece a reunir publicações com assuntos como a “Operação Lava Jato”, “Impeachment”, “Aborto” e outros tópicos que são bastante divisivos. Seria possível apresentar pontos de vistas distintos a partir de diversas fontes consideradas confiáveis.

Se o Facebook seguir adiante com os testes e lançar o recurso para todo o seu público, seria uma decisão interessante, mas não surpreendente. Recentemente, Mark Zuckerberg publicou uma longa carta aberta em que falou sobre a responsabilidade do Facebook sobre a forma como as pessoas se informam.

“Nossa meta deve ser ajudar as pessoas a verem um panorama mais completo, e não apenas perspectivas alternativas. Precisamos ser cuidadosos sobre como fazemos isso. Pesquisas mostram que algumas das ideias mais óbvias, como mostrar a uma pessoa um artigo de uma perspectiva oposta, podem, na verdade, aprofundar a polarização ao enquadrar outras posições como ‘estrangeiras’”, afirmou o executivo na ocasião. 





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