Felipe Neto pede mais 'Parafernalhas' e 'Portas dos Fundos' na internet

Aos 25 anos, ele comanda dois dos canais de mais sucesso no YouTube brasileiro e agora cuida de uma rede de profissionais

Um vovô vlogueiro sem papas na língua, uma série de paródias ácidas de Tropa de Elite, curtas de humor repletos de críticas à sociedade... Isso tudo é apenas parte do conteúdo da' Parafernalha'.

A produtora de vídeos de humor, que cria exclusivamente para o YouTube, é a segunda mais popular do site. Com mais de 2,1 milhões de assinantes, conseguiu superar no último mês o 'Não Faz Sentido', também de Felipe Neto, criador da Parafernalha.

O canal que escolheu para si o nome que abrange "um monte de coisas" estreou no YouTube em maio de 2011. Desde então lançou 118 vídeos e acumula mais de 144 milhões de visualizações. “O YouTube está revolucionando o entretenimento brasileiro. Em breve muita coisa mudará em nosso país”, prevê Felipe Neto em entrevista ao Olhar Digital.

Apesar da recorrente comparação com Porta dos Fundos, produtora mais recente que também faz sucesso com sketchs de humor, Felipe Neto rechaça a concorrência no setor. “Quanto mais canais de qualidade surgirem, melhor. Ainda mais o Porta dos Fundos, que se trata de um projeto com grande investimento, empresários e estrutura gigantesca. Isso é a prova definitiva de que o Youtube é para ser levado a sério. Que surjam cada vez mais ‘Parafernalhas’ e ‘Portas dos Fundos’. Isso atrairá investidores, anunciantes e público”, acredita.

 

“Para que você ligue a TV cada vez menos”

A proposta de alavancar as mudanças no formato de consumo de entretenimento nacional é explícita até na descrição do canal, citada na frase acima. Para Felipe, a televisão já é profundamente influenciada pelo YouTube. “A grande diferença é que agora as pessoas estão percebendo que não precisam mais da TV para trilhar uma carreira. Em breve, novos artistas entrarão nesse meio pensando que não precisam de uma vaga na Globo, mas sim com a ideia de explorar o trabalho na internet", aposta.

Para atuar em conjunto com esses artistas, dar suporte e gerenciá-los, Felipe Neto e companhia se aventuraram em mais um negócio dentro do YouTube: as networks. Com isso nasceu a criação da ParaMaker.

Reprodução

ParaMaker e redes de YouTube

As chamadas networks são redes que integram diversos produtores de conteúdo no YouTube e lhes oferecem pacotes de vantagens. Em troca, ganham participação no lucro dos artistas.

Embora algumas dessas redes trabalhem com conteúdo brasileiro, elas não começaram por aqui. É o caso da ParaMaker, união entre Parafernalha e Maker Studios, uma das maiores empresas do ramo no YouTube internacional.

A parceria une experiência e renome da norte-americana com os conhecimentos de mercado brasileiro da Parafernalha. “Entendemos o YouTube brasileiro e, principalmente, os youtubers nacionais. Nossa cultura é diferente da dos Estados Unidos, temos peculiaridades únicas que nenhum americano é capaz de entender a menos que respire o ar brasileiro 24 horas por dia”, diz Felipe.

O suporte localizado da ParaMaker vai desde o contrato, inteiramente feito em português, até conversas com cada um dos parceiros. A empresa ainda promete intermediar relações com o site do Google, conceder acervo de músicas e sons licenciados para a rede social, oferecer plataforma para integrar os produtores de conteúdo e propor eventos e oficinas para os seus parceiros. “Em breve começaremos a proporcionar estrutura física para gravação, dentre outras coisas que ainda são sigilosas”, conta.

Sete meses após a estreia da parceria no Brasil, a ParaMaker já conta com 1500 canais e superou a marca de 100 milhões de visualizações mensais, segundo dados próprios. Os resultados financeiros, no entanto, ainda não foram divulgados. Qualquer um que não tenha contas com problemas no Google pode se cadastrar na rede e negociar sua parceria com a network.

Apesar dos números expressivos, Felipe Neto acredita que o mercado ainda engatinha no Brasil. “Temos poucas empresas e pouco dinheiro girando. É um mundo novo, difícil de ser entendido por empresários conservadores que ainda acreditam que a melhor forma de anunciar sua marca é colocando meia página de revista por um preço exorbitante”, diz. 

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