Filmes baseados em histórias verídicas não são tão reais assim, mostra site

Na disputa pelo prêmio de “Melhor Filme” no Oscar de 2016, obras como “Spotlight: Segredos Revelados”, “Ponte dos Espiões” e a “A Grande Aposta” gabam-se de contarem histórias reais que foram retratadas com maestria nas telonas. No entanto, um artigo do site Information is beautiful mostra que esses e outros filmes não são completamente fiéis aos fatos verídicos.

A página é um verdadeiro oásis para os apaixonados por cinema que se veem sedentos por respostas reais sobre algum momento do filme que parece mesmo “coisa de cinema”. Ela mostra cena por cena das produções detalhando o que é ou não verdade. Além de alguns indicados desse ano, "Rush", "O Lobo de Wall Street", "Rede Social", "Clube de Compras Dallas", entre outros, também foram analisados.

Para fazer isso, o portal separou os momentos de cada película cinematográfica em quatro categorias: “Verdadeiro”, “Ligeiramente Verdadeiro”, “Ligeiramente falso” e “Falso”. Há também uma quinta chamada de “Desconhecido”, no qual não foi possível dizer se um fato do longa aconteceu ou não na vida real.

Por exemplo, em uma das cenas de “Spotlight”, filme protagonista da noite de premiações, a repórter Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams) tenta entrevistar o reverendo Ronald H. Paquin (Richard O'Rourke) que admitia abertamente que “brincou” com algumas crianças, mas que nunca havia estuprado nenhuma. A irmã de Paquin interrompe a entrevista que acontecia na porta da casa e manda a repórter embora.

A história real que o site informa é de que Paquin foi muito solícito e concedeu duas entrevistas para Pfeiffer sem que houvesse interrupção de outra pessoa.

Reprodução

Outro exemplo acontece com o filme “A Grande Aposta”. Ao ver que a bolha imobiliária estava prestes a estourar, os jovens investidores Charlie Geller (John Magaro) e Jamie Shipley (Finn Wittrock) vão até um amigo que trabalha no Wall Street Journal contar o que sabiam na esperança de que o jornal publicasse a notícia. O jornalista procurado se recusa a publicar afirmando que iria “queimar pontes que construiu ao longo da carreira”.

Segundo o artigo, os dois empresários tentaram convencer diversas pessoas sobre a fraude do sistema financeiro norte-americano, mas nenhuma deu grande atenção aos jovens. Também não há qualquer indicação verídica de que eles tinham um amigo que trabalhava no principal jornal de econômico do mundo. 
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