Google apresenta novo sistema operacional baseado em Android

A expectativa da indústria é que o próximo grande mercado da tecnologia seja a Internet das Coisas, e o Google quer estar lá, também. A empresa anunciou nesta terça-feira, 13, uma nova versão do Android, chamada Android Things, que é um sistema operacional que equipará uma nova leva de aparelhos conectados, incluindo câmeras, roteadores, alto-falantes e qualquer tipo de objeto inteligente, como lâmpadas, tomadas, fechaduras etc.

O Android Things é, na verdade, o nome novo de um projeto um pouco mais antigo que era conhecido como Brillo. Ele foi apresentado em 2015, mas não avançou nem um pouco de lá para cá, pelo menos publicamente. Mas o anúncio de hoje não é apenas um novo nome. O Google revelou que o sistema funcionará com as mesmas ferramentas de desenvolvimento do Android, o que deve facilitar bastante a sua adoção.

A ideia do Android Things é que o usuário não chegue a ver como ele funciona, já que o sistema é voltado para um tipo de dispositivo que não tem tela. A proposta é que o software seja usado em segundo plano para realizar tarefas por conta própria, em vez de fazer o processamento das informações na nuvem.

A proposta do Google é fazer com a Internet das Coisas o que a empresa fez com os celulares. Ao criar um único sistema operacional, o Google resolveu o problema que era ter cada fabricante fazendo seu próprio software para seus produtos, o que dificultava a interoperabilidade e atrapalhava demais a vida dos desenvolvedores de aplicativos. A Internet das Coisas só vai funcionar se você puder conectar um produto da Samsung a outro da Sony sem soluços, e o Android terá um papel importante nessa história.

Além disso, a intervenção do Google neste mercado também pode solucionar outro problema sério enfrentado por dispositivos conectados no momento: segurança. Criar uma plataforma uniforme com o peso do Google facilita manter os dispositivos seguros, ao contrário do que acontece hoje, em que milhões de aparelhos conectados são sequestrados para serem usados em ataques de negação de serviço (o famoso DDoS) gigantescos, como aquele que desestabilizou a internet recentemente atingindo a provedora de DNS Dyn. Uma horda de aparelhos-zumbi infectados e comandados remotamente acabaram chacoalhando a rede no mundo todo.

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