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Instagram superou o Facebook na manipulação das eleições dos EUA, diz relatório

Elson de Souza, editado por Daniel Junqueira 17/12/2018 20h12
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O Instagram pode ter desempenhado um papel muito maior do que o Facebook na manipulação das eleições americanas. É o que indica um relatório do Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos divulgado nesta segunda-feira, 17. Os senadores acreditam ainda que a rede social de imagens deve ser uma das principais ferramentas a serem exploradas pela Rússia nas eleições de 2020.


De acordo com o relatório, a campanha de desinformação foi promovida pela Agência de Pesquisa de Internet (IRA, em inglês) da Rússia. A tática foi usar notícias falsas e memes para influenciar e dividir o eleitorado americano, inclusive em questões raciais e de gênero. O objetivo seria beneficiar o Partido Republicano e, mais especificamente, o então candidato Donald Trump.

Dados obtidos por pesquisadores da New Knowledge, Universidade da Columbia e Canfield Research indicaram que houve 187 milhões interações em conteúdos publicados no Instagram entre 2015 e 2018. Em comparação, o engajamento no Facebook foi de “apenas” 77 milhões e de 73 milhões de interações no Twitter no mesmo período. O foco no Instagram teria se dado após a intensa cobertura da mídia sobre a manipulação russa nas outras duas plataformas.

Os pesquisadores indicaram ainda que cerca de 40% das contas do Instagram usadas pelo IRA alcançaram mais de 10 mil seguidores, enquanto 12 obtiveram mais de 100 mil contatos. A maior delas, @blackstagram__, sozinha atraiu mais de 303 mil seguidores e pode ter utilizado comércio eletrônico para obter mais informações do eleitorado e conseguir lucros. Já a página @feminism_tag utilizou imagens para promover o feminismo e criticar a ex-candidata Hillary Clinton.

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Os números descoberto no Instagram levantam questionamentos quanto ao poder da rede social em mudar opiniões através de memes. De acordo com a publicação da Bloomberg, o IRA usava até mesmo outras plataformas para redirecionar seguidores para o Instagram, onde seus ideais eram reforçados. Apesar disso, o Facebook mal mencionou o aplicativo durante seu depoimento ao congresso dos Estados Unidos.

Em resposta à divulgação do relatório, o Facebook disse que “coopera integralmente com as autoridades para investigar as atividades do IRA no Facebook e Instagram nas eleições de 2016”. Além disso, a empresa de Mark Zuckerberg disse ter provido milhares de propagandas e conteúdos ao Comitê de Inteligência do Senado e compartilhado suas descobertas. Por fim, o Facebook alega ter feito progressos para impedir novos casos de interferência no processo eleitoral de 2018.

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