Inteligência artificial julga se pessoa é culpada ou inocente pelo rosto

Caroline Rocha, editado por Leonardo Pereira 22/11/2016 12h11
Inteligência artificial julga se pessoa é culpada ou inocente pelo rosto
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Pesquisadores da Shanghai Jiao Tong University realizaram um estudo para verificar se a inteligência artificial consegue identificar se as pessoas são criminosas ou não apenas pelos seus traços físicos.


"Ao contrário de um juiz humano, o algoritmo de visão computacional não tem absolutamente nenhuma visão subjetiva, emoção ou preconceito devido a experiências passadas, raças, religião, doutrina política, sexo, idade, fadiga mental, sono, fome etc.", explica um dos pesquisadores.

Para a inteligência artificial, pessoas com bocas menores, mais curvas nos lábios superiores e olhos mais juntos são mais propensas a serem criminosas. Para chegar às conclusões, o sistema analisou 1.856 rostos de homens com idades entre 18 e 55 anos. 730 fotos pertenciam a criminosos, mas não eram fotos deles na cadeia.

O algoritmo de aprendizado de máquina usou quatro métodos diferentes de análise de características faciais para identificar a possível criminalidade. “Os quatro classificadores conseguiram executar a tarefa de maneira consistente e produziram provas para que comprovássemos sua validade, apesar da controvérsia histórica a respeito do tema”, afirmam os cientistas.

O tema, no entanto, é bastante polêmico. Durante as experiências, o sistema julgou pessoas inocentes como culpadas. O contrário também aconteceu. A maior preocupação é que, caso seja utilizado nos tribunais, o sistema condene pessoas que não cometeram crimes.

Via Daily Mail

Inteligência Artificial
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