Mães que trabalham com TI: como conciliar as funções?

Todo mundo sabe que não é fácil ser mãe. Desde a descoberta da gravidez, as mulheres têm a vida revirada de cabeça para baixo: dali em diante serão inúmeras noites mal dormidas, infinitas broncas, lágrimas e muitos sorrisos. E o que fazer quando além de mãe, a mulher também trabalha fora de casa? Esta foi a pergunta feita pelo Olhar Digital a três leitoras mães que atuam com TI.

Lígia Machado tem 32 anos, é analista de sistemas e ainda está se acostumando à realidade de conciliar maternidade e profissão. Cuidar do filho de 11 meses (foto ao lado) e atender a demanda no trabalho só é possível com a ajuda do marido, segundo ela. Quando estava grávida, lembra, precisou aumentar a carga horária para não prejudicar o desempenho na empresa. “Mesmo com todas as dificuldades, vale a pena. Cada sorriso do meu filho paga todas as noites de sono perdidas”.


Talma Almeida, 39, é analista de infraestrutura e mãe do Luan, de 5 anos. Para ela, o melhor jeito de equilibrar as duas funções é mantê-las separadas. Em casa, nada de falar sobre trabalho, até porque as experiências mais recentes não têm sido das melhores. Ao se candidar para oportunidades de emprego, Talma diz ter sido alvo de preconceito durante alguns processos seletivos, nos quais foi apresentada aos gestores pelo RH como ‘a candidata mãe’.  “Eles destacavam sempre minha condição de mãe e deixavam claro que por isso eu poderia ter que me ausentar do trabalho em algumas ocasiões”, diz.

Com Márcia Carioni, 49, a história é bem diferente. Professora de informática para idosos, ela pode se considerar uma mãe sortuda por morar no mesmo prédio onde leciona. A facilidade geográfica permitiu que ela não se afastasse da filha no dia a dia, que hoje tem 25 anos e é formada em Engenharia. 

O interesse de Márcia por tecnologia vai além do sustento. Este ano, ela e a filha foram juntas à Campus Party, maior evento digital no país, que aconteceu em janeiro. A professora ressalta a satisfação em desempenhar as duas tarefas e acredita que o preconceito com as mulheres na tecnologia deve ser combatido desde a infância. “Minha filha sempre teve brinquedos que estimulassem sua criatividade e raciocínio e ganhou um computador ainda pequena. Por que só os meninos podem ter jogos de lógica?”, questiona.

Consultora de carreira na empresa de recolocação Produtive, Adriana Néglia, que também é mãe, endossa os desafios. “Trabalhar com TI e ser mãe é muito complicado. Os profissionais da área em geral possuem muitas responsabilidades e por isso fazem falta caso precisem se ausentar por longos períodos”, observa.

Para minimizar os contratempos, Adriana recomenda que as mães se programem previamente. “É bom se planejar antes do final da licença maternidade, procurar um berçário ou escola para a criança. Assim, a mãe tem tempo de se adaptar à rotina e consegue voltar à empresa com a cabeça focada em suas atividades”, aconselha a consultora. 

Pedir ajuda à família também é uma boa alternativa, especialmente quando mães, irmãs e sogras podem ajudar a cuidar dos bebês e supervisionar a babá. Se o auxílio não for possível, Adriana orienta as mulheres a recorrerem a berçários menores, que podem oferecer atendimento personalizado por preços mais baratos.

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