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Mais uma envolvendo o YouTube e as políticas anti pedofilia

Redação Olhar Digital 28/02/2019 20h30
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Trolls usam as novas diretrizes do YouTube para derrubar canais indevidamente. O T-Series é um deles

O YouTube passou a maior parte da semana passada lidando com a polêmica sobre pedofilia na plataforma. E agora, outro problema surge: trolls estão usando indevidamente as novas regras do site para derrubar o canal rival do youtuber PewDiePie, o T-Series — canal popular de Bollywood que está muito próximo de ultrapassar seu maior concorrente.


A ação mal-intencionada consiste em deixar comentários sugestivos, que contam com timestamps. A intenção é fazer parecer, para as métricas do YouTube, que o vídeo em questão contém pornografia infantil.

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Anunciantes retiraram suas propagandas do YouTube, na última semana, graças às denúncias de pedofilia. Considerando o interesse da plataforma em agir contra qualquer indício de abuso infantil para recuperar seus anunciantes, algumas pessoas passaram a comentar propositalmente de maneira inadequada. O objetivo é fazer com que o canal seja banido do YouTube.  Os Trolls estão deixando seus rastros estratégicos em vídeos que sequer são estrelados por crianças. Isso obriga a plataforma a investigar o T-Series ou solicitar a remoção do conteúdo — já que, de acordo com as novas diretrizes, ele é classificado em primeiro momento como CP (child pornography). Comentários em conteúdos de outros canais, como o DramaAlert, de Daniel “Keemstar” Keem, incluem palestras sobre armas.

A plataforma de vídeo do Google, no entanto, não está atuando exatamente da forma que os trolls pensam. A plataforma está desabilitando preventivamente as seções de comentários em vídeos que acredita que possam atrair usuários mal-intencionados — vlogs familiares, com crianças em uma competição de ginástica, por exemplo. O intuito é impedir que predadores sexualizem o conteúdo em questão. A empresa também está restringindo a monetização naqueles conteúdos potencialmente atrativos para abusadores. Tudo isso com base no vídeo em questão, especificamente.

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Houve — e ainda há — muitos mal-entendidos a respeito da atuação do YouTube contra comentários predatórios — em grande parte, causados pelas comunicações confusas da própria plataforma. Na semana passada, a empresa twitou sugerindo que os criadores eram responsáveis pelos comentários que apareciam em seus vídeos.

Os YouTubers entenderam que, caso suas seções de comentários se tornassem invadidas por predadores — ou por aqueles agem como tal —, perderiam privilégios de monetização em seus canais. ImAlexx , um comentarista do site, postou um vídeo chamado "O YouTube acabou". Nele, Alex previu que os trolls deixariam comentários inadequados para que os canais fossem desmonetizados. "Isso vai acontecer bastante".

A situação confusa suscita nos criadores o medo de um novo adpocalypse — que acontece quando os anunciantes saem da plataforma. Ou seja, compromete diretamente as receitas de quem vive de YouTube. A plataforma afirmou ao The Verge não estar baseando a restrição de anúncios nas seções de comentários. De acordo com a companhia, os YouTubers não precisam moderar seus comentários, e seus vídeos não serão necessariamente desmonetizados. Em vez disso, a equipe está em processo de identificação de vídeos atrativos para abusadores e restrição de publicidade nos mesmos, mas como uma correção de curto prazo.

Caso os autores queiram moderar seus comentários, o YouTube já fornece ferramentas para isso — eles podem restringir palavras específicas, por exemplo. ImAlexx contou que costuma usar listas personalizadas para manter comentários relacionados especificamente ao conteúdo do vídeo. Dessa maneira, a seção não se transforma em caos.

O YouTube ainda está tomando medidas preventivas nos vídeos, fechando as seções de comentários. No entanto, os criadores também são ouvidos. Até o momento, os anunciantes continuam cautelosos quanto ao serviço —  já que a extensão do Google ainda não prometeu um nível de segurança para as marcas, o que está sendo requerido pela Epic Games e a AT & T, por exemplo.

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