Morre Larry Tesler, inventor do 'copiar' e 'colar'

Cientista da computação criou os termos ao desenvolver um editor de textos em 1975. Suas ideias também influenciaram a forma como software se comporta até hoje

Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer 19/02/2020 17h41
Larry Tesler
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Morreu nesta segunda-feira (17), aos 74 anos, o cientista da computação Larry Gordon Tesler. Você pode não reconhecer o nome, mas certamente usa os frutos de seu trabalho todos os dias. Entre outras contribuições ele foi o inventor dos termos “recortar”, “copiar” e “colar”, originalmente relacionados a um editor de textos que criou em 1975.


Chamado Gipsy e desenvolvido no Xerox PARC, este editor foi o primeiro a implementar um conceito que Tesler defendeu durante quase toda sua carreira, o do software “não modal” (modeless software). Hoje em dia, quando você abre um editor de textos e digita uma letra, espera que ela apareça na página. Mas durante muito tempo o resultado do pressionar de uma tecla dependia do modo no qual o aplicativo estava quando ela foi pressionada.

A tecla O, por exemplo, poderia abrir um arquivo (Open) se o editor estivesse no modo de comando, susbtituir texto (Override) se estivesse no modo de edição ou imprimir a letra O na página se estivesse no modo direto. Isso dificultava imensamente o uso dos programas, já que exigia que o usuário mantivesse constantemente um “mapa mental” de qual era o modo atual do software para poder entender seu comportamento.

Se desdém por “modos” em aplicativos era refletido na placa de seu carro, NO MODES (algo como “Nada de Modos”), em seu site pessoal, nomodes.com e na frase “Don’t mode me in!” (“Não me venha com modos”), que usava sempre que o conceito surgia em algum projeto.

Após deixar o PARC Tesler foi trabalhar para a Apple, onde ficou até 1997. Lá, ajudou a desenvolver as “Diretrizes de Interface Humana” que determinavam como software para o Lisa e o Macintosh, primeiros computadores da empresa com uma interface gráfica, deveriam se apresentar e se comportar.

Tesler ficou na Apple, onde chegou ao cargo de “Cientista Chefe”, até 1997. Depois fundou uma empresa que desenvolvia software para ensinar crianças a programar, foi para a Amazon em 2001, para o Yahoo em 2005 e para a empresa de análise genética 23andMe em 2008.

Depois de deixar a empresa, em 2009, Tesler trabalhou como consultor. “Ajudo grandes e pequenas empresas a se destacarem no gerenciamento de pesquisa, design e engenharia”, diz seu site.

Fonte: Gizmodo

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