Centro de pesquisas da GE

Novo centro da GE aproxima Brasil da internet das coisas

Wharrysson Lacerda, editado por Leonardo Pereira 13/11/2014 14h30
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Pesquisas têm foco em óleo e gás, mas também contemplam outros setores

A GE inaugurou hoje seu Centro de Pesquisas Global brasileiro, situado dentro do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. O centro é resultado de investimentos que vão chegar a US$ 500 milhões até 2020. Mas, para além dos números envolvidos na operação, chama a atenção a oportunidade que se abre para o ambiente tecnológico brasileiro de se aproximar da chamada internet industrial - que também é chamada de internet das coisas.

O conceito aqui é que, usando redes IP e até a internet, as máquinas possam de forma automática informar sobre seu estado, e possam, com isso, tornar todas as operações mais eficientes. Jeff Immelt, CEO mundial da GE, participou do evento de inauguração e fez questão de citar o foco da empresa nas pesquisas para o setor de óleo e gás já dentro do novo conceito de internet industrial.

Um exemplo dessa nova tendência foi demonstrado pela própria GE recentemente, quando uma turbina de avião ainda em fase de desenvolvimento se comunicou autonomamente via Twitter com times de engenheiros em diferentes lugares do mundo. O novo centro deve aprofundar o uso desse tipo de tecnologia, baseada na proliferação de sensores nas máquinas, para equipamentos em uso na exploração do pré-sal. 

O pré-sal, aliás, é um dos grandes motivos pela escolha do Rio de Janeiro como sede do novo centro de pesquisas. A GE é atualmente uma das grandes fornecedoras da Petrobras e a pesquisa regionalizada pode representar ganhos de competitividade para a empresa e, também, para o segmento de exploração de óleo e gás brasileiro como um todo.

“Quando a Petrobras descobriu o pré-sal, houve um interesse de trazer para perto das operações as grandes companhias mundiais, grandes parceiros que pudessem criar tecnologias focadas no negócio”, ressaltou Anelise Quintão Lara, gerente-executiva do campo de Libra (Petrobras).

Inovação sem prazo

O lançamento do espaço suscitou questionamentos a respeito do momento do Brasil, que embora continue crescendo como potência global, não está em sua melhor fase econômica. Perguntados se o investimento milionário diante de tal cenário não teria sido equivocado, os executivos foram enfáticos ao afirmar que não existe tempo certo para inovação.

“Inovação é algo de longo prazo, não se pode investir pensando no curto prazo”, salientou Anelise. “Isso não é um investimento de 2014, é de 2007 [quando começou a surgir informações sobre a camada do pré-sal]. A gente não pode pensar inovação para o momento atual, tem que pensar para os próximos 20 anos, e o Brasil está muito bem nisso.”

Giovanni Cerri, professor titular de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explicou que o centro da GE ainda contribui para um movimento de mudança cultural no Brasil, onde as universidades públicas, em geral, não costumavam trabalhar com empresas privadas. “Havia uma resistência ideológica e isso mudou.”

Outro ponto importante em que a unidade contribui é a necessidade de se investir em pesquisa aplicada. “Geralmente a universidade faz a pesquisa, mas é o mercado que transforma isso em produto”, explicou Cerri. Um cenário que vem mudando gradativamente.

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