Operação prende grupo que pirateava filmes e séries e distribuía online

Grupo Sparks obtinha acesso antecipado a Blu-Rays e DVDs enganando distribuidores se passando por revendedores e locadoras

Renato Santino 27/08/2020 22h08
bandeira pirata, pirataria
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A pirataria de filmes e séries de TV sofreu um golpe duro nesta semana com o desmantelamento do "Sparks Group", um grupo de pessoas que passou cerca de uma década obtendo acesso a cópias irregulares de filmes e séries para distribuir o material na internet.


O trabalho, realizado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em colaboração com a Europol, conseguiu paralisar a operação, que permitia a difusão de pirataria desde 2011. Duas pessoas foram presas e 60 servidores ligados ao Sparks foram confiscados. Os servidores estavam espalhados por múltiplos países, entre os quais são citados Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Letônia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, Romênia, Suécia e Suíça.

As pessoas presas são George Bridi, um suspeito de 50 anos que reside no Chipre, enquanto o seu parceiro, Jonatan Correa, tem 36 anos e vive nos Estados Unidos, no estado do Kansas. Há mais um terceiro procurado: o norueguês Umar Ahmad, de 39 anos, ainda não pode ser rastreado pelas autoridades.

O grupo tinha um esquema inteligente para obter as cópias vazadas dos filmes para poder distribuir online. Eles se passavam por lojas e locadoras e entravam em contato com as distribuidoras para obter as cópias em disco, DVDs e Blu-Rays, várias semanas antes do lançamento. A partir daí, bastava copiar o vídeo e publicar na internet.

Segundo a acusação, foram centenas de filmes e seriados copiados e distribuídos irregularmente utilizando esta técnica. O conteúdo era publicado em plataformas de streaming pirata e, claro, por torrent. Eles assinavam o trabalho com o nome "SPARKS", mas também poderiam usar outros nomes como "Drones", "Rovers", "Geckos" e "Sprinter".

Os três suspeitos encararão um julgamento, no qual podem receber até cinco anos de prisão por infringirem direitos autorais, mas no caso de Bridi, as punições podem ser ainda mais severas. Isso porque ele também responderá por crime de fraude eletrônica e pelo transporte de propriedade roubada.

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