Passageiros acusam motoristas da Uber de assédio sexual

A Uber deve enfrentar em breve duas ações judiciais por abuso sexual. Duas mulheres dos Estados Unidos teriam sofrido tentativas de estupro e assédio sexual enquanto voltavam para casa com amigos. Em ambos os casos, os motoristas teriam deixado primeiro os amigos do sexo masculino e, em seguida, se desviado da rota e abusado das passageiras.

A ação alega que a "negligência, a fraude e as declarações enganosas" levaram às agressões sexuais das passageiras, que se sentiram "humilhadas, degradadas e tiveram sua dignidade violada e roubada".

O processo, aberto em São Francisco, nos Estados Unidos, considera a Uber culpada por não conseguir proteger os passageiros do sexo feminino e por rotineiramente contratar motoristas com antecedentes criminais. " O que a Uber não compartilha com os clientes é que escolher um motorista depois de ter bebido pode colocar a mulher em risco, por culpa dos próprios motoristas", explica o escritório Wigdor, que moveu a ação. "O serviço declara que a segurança dos passageiros é sua prioridade número1, mas em vez disso, acaba colocando essas mulheres em risco", declara a empresa.

Em um comunicado divulgado na última quinta-feira,8, a Uber afirmou que se solidariza com as vítimas e que já desligou os dois motoristas do serviço. "Trabalhamos de forma proativa com a aplicação da lei em Massachusetts e na Carolina do Sul (estados onde aconteceram os crimes) para compartilhar informações e ajudar suas investigações. Ambos os pilotos foram permanentemente removidos da plataforma".

Mais casos
Dezenas de passageiros na França, China, Canadá e Índia acusam motoristas do serviço de transporte alternativo de abuso sexual.

Via TheGuardian

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