Reconhecimento facial na China

Polícia de Londres vai usar reconhecimento facial em tempo real nas ruas

Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer 24/01/2020 16h49
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Decisão vai contra a recomendação de analistas independentes e órgãos do próprio governo, que apontam que a tecnologia é altamente imprecisa e discrimina minorias

A polícia de Londres começará a usar o reconhecimento facial em tempo real nas ruas da capital inglesa, ignorando preocupações de políticos, agências reguladoras e grupos de direitos humanos em relação à tecnologia biométrica, considerada altamente invasiva e muitas vezes imprecisa.


O Serviço Metropolitano de Polícia (popularmente conhecido como Met) anunciou que câmeras examinarão os pedestres, procurando pessoas suspeitas de crimes graves, como ataques com facas e exploração sexual de crianças.

No ano passado, uma análise independente encomendada pelo Met resultou em um relatório condenando os testes de reconhecimento facial da força, alertando que a tecnologia tinha precisão de apenas 19% e provavelmente violaria os direitos humanos.

Entre as maiores preocupações com o reconhecimento facial estão a imprecisão e um viés contra mulheres e pessoas de cor. A análise independente do Met mostrou que o sistema "só funcionou corretamente em oito de 42 vezes em que indivíduos foram sinalizados", disse Pete Fussey, criminologista da Universidade de Essex que foi o autor da análise.

Mas o comissário assistente Nick Ephgrave afirma: "Estamos usando uma tecnologia testada e aprovada e adotamos uma abordagem considerada e transparente para chegar a este ponto".

Em outubro, o órgão de vigilância de proteção de dados do Reino Unido, o único com supervisão legal sobre estes sistemas, instou a polícia a adiar o uso do reconhecimento facial em tempo real em locais públicos até que o governo fornecesse novas orientações legais para a tecnologia.

Na Europa, preocupações legais também cercam a tecnologia, que pode ser restrita pelo governo por um período de até cinco anos, até que nova legislação regulando o uso da tecnologia e garantindo os direitos dos cidadãos pode ser formulada.

Fonte: Financial Times

 

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