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Privatização dos Correios atrai interesse da americana UPS

Renato Santino 23/01/2020 15h05
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Gigante da logística se reuniu com Paulo Guedes em Davos e possível compra teria sido tema de discussão

O processo de privatização dos Correios pode estar confuso, mas isso não impede que os primeiros interessados comecem a se manifestar. É o caso da gigante UPS, uma multinacional de entregas dos Estados Unidos, que teria discutido o interesse na compra da estatal em encontro com o ministro da Economia Paulo Guedes em Davos, onde acontece o Fórum Econômico Mundial.


Guedes se reuniu com Nando Cesarone, presidente da UPS International, durante o evento. Ninguém fala abertamente sobre o tema discutido, mas as fontes consultadas pelo Valor Econômico dizem que o assunto foi realmente o interesse na compra dos Correios.

De acordo com o Estadão, um dos interesses da UPS com os Correios seria o de desenvolver a capacidade de exportação para empresas de pequeno e médio porte. A empresa também não está sozinha entre os nomes que já foram ventilados como potenciais interessados na compra dos Correios. Entre elas estão gigantes como Fedex e Amazon, a chinesa Alibaba, além das empresas aéreas Latam e Azul.

A expectativa do governo para a venda dos Correios, que pode acontecer de forma total ou parcial, deve acontecer no máximo até 2021, com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ainda estudando como será a viabilização e modelagem da desestatização.

No entanto, existem algumas controvérsias sobre a venda da estatal. O general do exército Juarez Aparecido Cunha, que ocupava a presidência dos Correios até junho, afirmou que o povo pagaria a conta da privatização enquanto as empresas ficariam com a parte lucrativa da atividade. Pouco tempo depois, ele foi desligado do cargo acusado de “agir como sindicalista”.

Além disso, quando o plano de privatização foi anunciado, os Correios também publicaram artigo explicando como uma desestatização completa poderia ser danosa, citando casos frustrados como os de Portugal e Argentina, enquanto menciona como exemplo positivo a alemã DHL, que tem capital parcialmente aberto, mas com o Estado permanecendo como o controlador. 

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