Projeto cria série online de ficção científica sobre 'ser vivo modular'

O cineasta e artista visual holandês Floris Kaayk criou, em parceria com o estúdio LUSTlab, uma série online de ficção científica. Chamada de The Modular Body ("O Corpo Modular"), a série traz 56 vídeos curtos interconectados que podem ser assistidos em qualquer ordem.

Ao ser acessado, o site mostra ao visitante o trailer do projeto, e em seguida apresenta uma "nuvem" de vídeos diferentes. Passar o mouse sobre um deles faz com que um pedaço dele seja exibido, e ao ser clicado, o vídeo roda inteiramente. Os 56 vídeos podem ser assistidos em qualquer ordem. A trilha sonora do projeto foi composta pelo produtor holandês Machinefabriek.

A série gira em torno de uma equipe de quatro cientistas que funda um laboratório para pesquisar o que eles chamam de "Project OSCAR". Oscar é um organismo vivo modular, composto por partes que podem ser conectadas entre si para lhe dar mais funcionalidades - semelhante ao smartphone Project Ara, do Google, mas vivo. O vídeo abaixo (que contém cenas meio nojentas) mostra Oscar e o projeto:



O vídeo mostra o "cientista" Cornelis Vlasman conectando alguns 'módulos' de Oscar. Primeiro ele conecta o cérebro ao coração, para fazer circular o sangue. Em seguida, ele conecta um módulo de pulmão, que faz o organismo começar a respirar. Na sequência, ele conecta ainda um módulo de rim e dois membros, que o organismo começa a usar para buscar uma temperatura mais amena.

Em entrevista ao The Creator's Project, Kaayk, o diretor do projeto, disse que a ideia nasceu da vontade de criar uma história sobre vida criada em laboratório. Durante a pesquisa, ele descobriu vários trabalhos científicis que visavam reproduzir órgãos humanos por diversos meios. No entanto, ele se interessou pela possibilidade de criar novos órgãos e novas formas de vida, e de expandir as possibilidades dos corpos humanos em laboratório.

"Se nós conseguíssemos imprimir órgãos e partes do corpo, então por que não redefinir e redesenhar completamente o corpo humano? Então comecei a pensar no corpo humano como um sistema fechado. Difícil de se consertar ou adaptar, talvez até mesmo obsoleto. Um sistema aberto e adaptável poderia se tornar imortal", disse.

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