Reinauguração de base brasileira na Antártica é adiada por mau tempo

A expectativa do governo é que a cerimônia de reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz possa acontecer nesta quinta (15), com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão

Renato Mota, editado por Maria Lutfi 14/01/2020 16h01
Estação Antártica Comandante Ferraz
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As condições meteorológicas na ilha Rei George, na Baía do Almirantado, Antártica, impediram a chegada das autoridades brasileiras para a reinauguração da Estação Comandante Ferraz, base de pesquisa do Brasil no continente gelado, que estava prevista para esta terça-feira (14). A informação foi confirmada pela Marinha.


O governo federal espera que o evento possa acontecer nesta quinta-feira (15), seguindo a mesma programação de horários. A cerimônia contará com a presença do vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Com 4,5 mil m² de área e capacidade para 64 pessoas, a nova estação substitui a base destruída por um incêndio em 2012.

Cerca de US$100 milhões foram investidos pelo governo brasileiro na construção da unidade, considerada atualmente uma das mais modernas na região. A estrutura foi ampliada, e, de cinco laboratórios, a base agora passa a ter 17 (14 internos e 3 externos), para estudos de microbiologia, biologia molecular, química atmosférica, medicina, ecologia, oceanografia, glaciologia, meteorologia e antropologia. 

"[A estação] vai dar melhores condições de trabalho aos nossos pesquisadores, vai manter nossa presença no trabalho que está sendo feito pela comunidade científica internacional, de buscar respostas e avanços no conhecimento, na tecnologia, outras áreas que são pesquisadas lá. Ao mesmo tempo, permite que a Marinha faça um adestramento em termos de logística, em termos de deslocamento em águas, que não são tão tranquilas assim", afirmou o vice-presidente, em entrevista à EBC.

O Brasil é um dos 29 países que possuem estações científicas na Antártica. A estrutura foi projetada para resistir aos rigores do clima antártico: os pilares de sustentação pesam até 70 toneladas, e deixam o centro de pesquisa a mais de três metros do solo, para ficar acima da neve durante o inverno.

Para evitar um novo incêndio, a base conta com portas corta fogo, sensores de fumaça e alarmes. Nas salas onde ficam máquinas e geradores, as paredes são feitas de um material ultrarresistente, que suporta o fogo por até duas horas, contendo as chamas no local. A base é mais sustentável, pois 30% da energia consumida no centro de pesquisa vêm de fontes renováveis produzidas no local.

A reconstrução da estação começou em 2017, através da empreiteira China Electronics Import and Export Corporation. Na terça (14), será feita a entrega parcial da estação, com devolução completa agendada para 2022, com o fim do pagamento por parte do governo nacional. Segundo a Marinha, US$ 60 milhões já foram pagos.

Com informações da Agência Brasil

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