Retrospectiva 2018

Retrospectiva 2018: os fatos que marcaram a tecnologia no último ano

Lucas Carvalho 26/12/2018 17h24
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iPhone XS, iPads e Macs: mais do mesmo?

A Apple anunciou em setembro nada menos do que três smartphones de nomes muito parecidos: o iPhone XS, o iPhone XS Max e o iPhone XR. Vale lembrar que o "X" no nome de cada um se pronuncia "dez", como o numeral 10 em algarismos romanos.

O iPhone XS e o iPhone XS Max são basicamente mais do mesmo. A tela ocupa quase toda a frente, com exceção de bordas mínimas e de um entalhe no alto, que carrega os sensores de reconhecimento facial (Face ID). Nada de botão Home e leitor de digitais.

Apesar das diferenças externas, os dois modelos têm um novo processador A12 Bionic, feito já com o processo de fabricação de 7 nanômetros e usando 6,9 bilhões de transistores. Em termos de câmeras, atrás, os modelos têm duas lentes com sensores de 12 megapixels, uma telefoto com zoom óptico de 2x e outra grande-angular, que captura uma porção maior de uma cena, com abertura f/1.8.

A Apple melhorou o sistema de retratos do conjunto, aprimorando por software o efeito bokeh (desfoque no segundo plano). É possível, inclusive, alterar a profundidade de campo depois que a foto é capturada no app de galeria dos novos iPhones.

Os dois modelos têm bateria com 30 minutos a mais de duração do que a do iPhone X e, como esperado, suporte a dois chips de operadora (dual-SIM). Mas com diferenças: na China, o suporte é a dois chips físicos; em outros países, é a um chip físico e a um eSIM, uma tecnologia que nem todas as operadoras ainda oferecem. Eis os preços no Brasil:

  • iPhone XS de 64 GB: R$ 7.299
  • iPhone XS de 256 GB: R$ 8.099
  • iPhone XS de 512 GB: R$ 9.299
  • iPhone XS Max de 64 GB: R$ 7.999
  • iPhone XS Max de 256 GB: R$ 8.799
  • iPhone XS Max de 512 GB: R$ 9.999

Reprodução

Além dos dois novos iPhone XS e XS Max, a Apple anunciou o iPhone XR, uma versão mais “barata” de seus smartphones. O modelo tem tela LCD de 6,1 polegadas, resolução 1.792 x 828 pixels (bem menor que o Full HD) e taxa de atualização de 120 Hz.

Além disso, o aparelho conta com bordas um pouco maiores e vem em diversas opções de cores: preto, branco, vermelho, amarelo, coral e azul, quase como um sucessor do iPhone 5C. Com quase o mesmo visual dos outros modelos, ele traz um conjunto de sensores para reconhecimento facial no entalhe no alto da tela.

A câmera frontal de 7 megapixels fica ali também. Há, no entanto, apenas uma na traseira, com lente grande-angular de abertura f/1.8 e sensor de 12 megapixels, como uma das duas do iPhone XS. O aparelho também é menos resistente à água, com certificação IP67, um degrau abaixo de seus irmãos.

Apesar das "pioras", por dentro ele carrega o mesmo chip A12 Bionic de seus irmãos. Ou seja, seu desempenho será bastante parecido. Eis os preços do iPhone XR no Brasil:

  • iPhone XR de 64 GB: R$ 5.199
  • iPhone XR de 128 GB: R$ 5.499
  • iPhone XR de 256 GB: R$ 5.999

Reprodução

Mas as câmeras do iPhone XS, o novo smartphone da Apple, deixaram muita gente decepcionada. Algumas análises chegaram a dizer que o Google Pixel 2, lançado em 2018, tira fotos melhores. E descobriu-se que a câmera frontal aplica um "embelezamento" a selfies sem pedir permissão ao usuário.

Aparentemente, o sensor aplica uma suavização excessiva sobre as selfies dos usuários. Essa suavização, além de reduzir o contraste das fotos, esconde pequenas imperfeições na pele. O recurso é comum em celulares Android, mas geralmente vem como um filtro opcional, e não como padrão.

O problema é que não há qualquer menção a um "modo embelezador" no aplicativo de câmera do iPhone XS ou do XS Max. A Apple corrigiu o problema com o lançamento do iOS 12.1. Segundo a empresa, foi necessário afinar o Smart HDR, recurso que serve para balancear os pontos escuros e claros de uma foto.

iPad Pro 2018

Em outubro, a Apple anunciou a mais nova versão do iPad Pro, versão mais poderosa do tablet da marca. A edição 2018 se destaca por vir com Face ID e visual inspirado no iPhone X. Assim como os celulares mais modernos da Apple, o novo iPad Pro não tem botão de Início nem leitor de impressões digitais. O desbloqueio do novo tablet é feito por reconhecimento facial, graças ao sensor TrueDepth criado para o iPhone X.

Isto também significa que o novo iPad Pro possui bordas reduzidas em relação às versões mais antigas do tablet. Mas, ao contrário do iPhone X, não há qualquer recorte (o famoso "notch") na tela deste aparelho para acomodar o Face ID. O novo design também elimina a porta de 3,5 milímetros para fones de ouvido.

Reprodução

A tela "infinita" LCD de cantos arredondados (chamada Liquid Retina, como a do iPhone XR) tem opções de 12,9 e 11 polegadas. Sem o botão de Início, os gestos do iOS que estrearam no iPhone X também valem para o novo tablet. E sem o notch, não existe mais "lado certo" para se usar o iPad: ele pode ser usado na vertical ou na horizontal, a orientação sempre se adapta ao uso.

O processador é um A12X Bionic, feito em 7 nanômetros com mais de 10 bilhões de transistores. O chip é composto por uma GPU de sete núcleos e uma CPU de oito núcleos - quatro deles são focados em desempenho, outros quatro são mais econômicos. A Apple garante que este processador é capaz de processar gráficos tão bem quanto um Xbox One S.

Além disso, o iPad Pro vem com até 1 TB de armazenamento e conexão USB-C (algo inédito na linha), com direito a um recurso que permite usar o tablet para recarregar um iPhone como se fosse um carregador portátil. No Brasil, o tablet chegou custando até R$ 15.600.

Em dezembro, a Apple confirmou que alguns iPads Pro podem vir com o corpo levemente entortado da caixa. Segundo a companhia, isso acontece por conta do processo de fabricação e dos materiais usados no tablet. A fabricante, contudo, afirma que não há impactos na performance do aparelho e nem necessidade de trocar o tablet.

Novos Macs

Em dezembro, a Apple deu início às vendas no Brasil do novo MacBook Air e do novo Mac Mini, computadores que a empresa lançou nos Estados Unidos em outubro. As máquinas chegam custando até R$ 34,2 mil.

Começando pelo novo MacBook Air. O laptop mais leve da Apple agora tem tela Retina como os modelos mais potentes e leitor de impressões digitais próximo ao teclado. A versão mais básica custa R$ 10.400 e possui 8 GB de RAM e 128 GB de SSD.

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Além disso, o MacBook Air possui teclado retroiluminado, trackpad maior que o normal e ainda tem suporte a múltiplos gestos e toques simultâneos. Tudo com uma bateria que promete durar 13 horas de vídeo, sendo 10% mais fino que o antecessor e pesando 1,24 quilo.

O outro lançamento da Apple no Brasil em 2018 foi o novo Mac Mini, um minicomputador - isto é, você deve conectá-lo a um monitor, mouse e teclado avulsos - que agora vem com processador Intel Core de oitava geração e até 64 GB de RAM.

Reprodução

O modelo mais básico de Mac Mini vem com Intel Core i3 quad-core, 8 GB de RAM e 128 GB de SSD por R$ 7.000 (mais barato que um iPhone XS). Você também pode customizar as especificações do computador no momento da compra.

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