Retrospectiva 2018

Retrospectiva 2018: os fatos que marcaram a tecnologia no último ano

Lucas Carvalho 26/12/2018 17h24
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Infinity Flex: o futuro é dobrável

O ano de 2018 também serviu para definir uma tendência para o próximo ano: a dos celulares dobráveis. Em novembro, a Samsung apresentou seu primeiro protótipo de smartphone flexível. O Infinity Flex é o conceito de tela dobrável da empresa, que deve entrar em produção em massa nos próximos meses.

O Infinity Flex é o nome da tecnologia de display dobrável que a Samsung espera colocar em smartphones próprios e também em aparelhos de clientes corporativos do futuro (vale lembrar que Apple e Google são algumas das empresas que compra displays da Samsung).

Reprodução

Fechado, o dispositivo com Infinity Flex funciona como um smartphone de tela pequena na "capa". Aberto, o aparelho funciona como um tablet de 7,3 polegadas. Esta é a ideia, pelo menos, já que a Samsung se limitou a destacar a tecnologia da tela, sem dar detalhes sobre quando vai lançar um produto com ela.

Mas antes da Samsung, outra empresa apresentou o primeiro celular dobrável de verdade do mundo, a desconhecida Rouyu Technology. O FlexPai, como foi batizado o aparelho, chegou com uma tela de 7,8 polegadas que pode ser aberta para funcionar como um tablet ou dobrada para ser usada como telefone.

Reprodução

Com espessura de 7,6 milímetros, o FlexPai chegou com um visual bastante “rústico”. Além das 7,8 polegadas, o aparelho possui uma câmera dupla de 16 e 20 megapixels e suporte a carregamento rápido, que recupera 80% da bateria em 60 minutos. A empresa afirma ainda que o modelo tem um processador Snapdragon 855, o mais moderno da Qualcomm.

Google Duplex: inteligência artificial na sua mão

O Google apresentou uma nova leva de novidades para a tecnologia que é seu principal alvo de investimentos. A empresa revelou neste ano o Duplex, uma tecnologia que potencializa o Google Assistente a ligar para estabelecimentos por você para fazer reservas ou tirar alguma dúvida.

A demonstração que a empresa ofereceu no palco do Google I/O 2018 impressionou com dois exemplos. No primeiro, o Google Assistente ligou para um cabeleireiro para marcar um horário para um corte feminino. A fluidez da conversa e a negociação de horários disponíveis gerou aplausos entusiasmados do público.

No segundo exemplo, o sistema ligou para um restaurante para marcar um horário, mas recebeu a notícia de que o estabelecimento não fazia reservas para grupos de menos de cinco pessoas. Neste instante, a tecnologia compreendeu a interação e perguntou se o restaurante é muito cheio no horário de interesse, agradeceu e encerrou a conversa.

O Google deixou bem claro que a tecnologia ainda é experimental e não tem um prazo para estar disponível para o público. Mesmo assim, o sistema rendeu polêmica. O mais impressionante é que o sistema consegue falar com naturalidade, incluindo pausas e traquejos típicos de um ser humano, o que também gerou alguma polêmica.

Desde então, o Google vem tentando dar novos contornos ao Duplex para diminuir a desconfiança do público. Por exemplo, a empresa disse que o sistema deixará claro para a pessoa do outro lado da linha que ele está falando com um robô, e não com outro ser humano.

O Google também estaria pensando em mudar totalmente o foco do Duplex. Em vez de usar o assistente para realizar tarefas pelo usuário comum, como agendar um corte de cabelo ou reservar uma mesa num restaurante, ele seria destinado ao trabalho em call centers.

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