Retrospectiva 2018

Retrospectiva 2018: os fatos que marcaram a tecnologia no último ano

Lucas Carvalho 26/12/2018 17h24
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Anatel: guerra declarada aos piratas

Prometido desde 2012, o bloqueio de celulares piratas no Brasil começou para valer em fevereiro de 2018. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou em prática neste ano o programa "Celular Legal".

De acordo com a Anatel, celulares piratas são todos aqueles que não possuem IMEI registrado no banco de dados da GSMA, uma organização internacional que registra aparelhos de diversas fabricantes e operadoras de todo o mundo.

Ou seja, celulares importados de marcas conhecidas, mesmo que não sejam homologados e vendidos oficialmente no Brasil, não são afetados, desde que sejam registrados pelo GSMA. Você pode conferir a situação do IMEI do seu aparelho com a Anatel clicando aqui.

A Anatel recomenda que o usuário verifique "se o número que aparece na caixa, o número do adesivo e o número que aparece ao discar *#06# são os mesmos. Caso os números apresentados forem diferentes, há uma grande chance de o aparelho ser irregular".

Reprodução

O bloqueio de aparelhos piratas começou por Goiás e Distrito Federal, a princípio apenas para dispositivos ativados a partir do dia 22 de fevereiro. Quem tinha um celular irregular já em uso há mais tempo não foi afetado. Na prática, o bloqueio começou 75 dias após o recebimento do alerta por SMS, mais precisamente em 9 de maio.

Celulares piratas ativados no Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, região Sul e demais estados da região Centro-Oeste começaram a receber as notificações sobre o prazo de 75 dias em 23 de setembro de 2018. Ou seja, celulares piratas ativados a partir desta data começaram a ser bloqueados em 8 de dezembro.

Na região Nordeste e demais estados do Norte e Sudeste, os celulares piratas começaram a ser notificados em 7 de janeiro de 2019 - 75 dias depois, a partir de 24 de março de 2019, eles começam a ser bloqueados. Segundo a Anatel, estes aparelhos são "perigosos para a saúde do usuário".

Isto porque estes dispositivos, na avaliação da agência, apresentam "grande quantidade de chumbo e cádmio", por "não possuírem garantias em relação a limites de radiações eletromagnéticas e utilizarem materiais de baixa qualidade, como baterias e carregadores mais sujeitos a quebras".

Elon Musk: do espaço à decadência

Elon Musk, o bilionário fundador da Tesla e da SpaceX, também esteve em múltiplas manchetes de 2018. Em parte por conta do seu trabalho à frente das empresas de tecnologia, mas em parte também por diversas polêmicas.

O ano começou bem para Musk. A SpaceX, empresa de exploração espacial do bilionário, realizou um feito histórico em fevereiro. A companhia promoveu o primeiro lançamento do Falcon Heavy, seu maior foguete até hoje e que pode, um dia, levar astronautas a Marte.

O voo de testes do Falcon Heavy consistiu em empurrar na direção da órbita de Marte uma cápsula contendo um Roadster, carro superesportivo elétrico fabricado por outra empresa de Elon Musk, a Tesla. O carro, vermelho como Marte, ainda foi ao espaço tocando a música "Space Oddity", de David Bowie.

O lançamento foi um sucesso. Musk divulgou no Instagram a última imagem de "Starman", apelido que o bilionário deu ao boneco vestido em um traje espacial que foi colado ao assento do motorista do Roadster que agora vaga pelo espaço.

O Roadster foi mandado ao espaço acompanhado de câmeras que faziam transmissão em tempo real para a Terra. Mas, como previsto, a bateria do sistema acabou depois de 12 horas e o carro perdeu todo e qualquer contato com a base da SpaceX.

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Mas no segundo semestre, a sorte de Musk começou a mudar. Tudo começou quando o fundador da Tesla e da SpaceX ofereceu às equipes de resgate uma cápsula feita por seus engenheiros e que poderia ajudar no salvamento de um grupo de 12 jovens jogadores de futebol e o seu treinador que ficaram presos numa caverna em Chiang Rai, na Tailândia.

O resgate foi um sucesso, mas sem a ajuda de Musk. A cápsula ficou pronta quando a maioria dos jovens já tinha sido resgatada. O empresário chegou a ir pessoalmente à base da operação de resgate na Tailândia para oferecer o que ele chamava de "mini submarino" - segundo ele, uma oferta gratuita. Mas a operação terminou e o dispositivo não foi utilizado. Segundo as autoridades, ele não era funcional.

Depois disso, ele entrou em uma discussão com um dos mergulhadores envolvidos na operação através do Twitter e acabou chamando o rapaz de pedófilo. Após receber ameaças de processo, o empreendedor emitiu um pedido de desculpas. Mas pouco tempo depois, voltou a acusar o mergulhador de pedofilia.

Em outubro, Elon Musk foi forçado a deixar a presidência do conselho da Tesla. O executivo deixou o cargo mais alto da companhia que ele mesmo fundou após chegar a um acordo com a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), que instaurou um processo contra ele por fraude.

Em 7 de agosto de 2018, Musk postou uma mensagem no Twitter dizendo que pretendia retirar a Tesla da bolsa de valores. "Estou considerando tornar a Tesla privada a $420. Financiamento garantido", ele escreveu. Dias depois, ele voltou atrás publicando um comunicado oficial.

Além disso, o próprio Musk confirmou à SEC que o preço por ação que ele calculou, 420 dólares, foi uma piada, uma "referência à maconha" pensada para "divertir a namorada", a cantora Grimes. Tudo isso rendeu ao empresário uma acusação de fraude e de indução de investidores ao erro.

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Musk continua como CEO da Tesla. Mas, a partir de agora, seus posts no Twitter deverão ser acompanhados de perto por um advogado ou por uma equipe responsável por "implementar controles e procedimentos adicionais para supervisionar as comunicações de Musk".

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