Retrospectiva 2018

Retrospectiva 2018: os fatos que marcaram a tecnologia no último ano

Lucas Carvalho 26/12/2018 17h24
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Carros autônomos: o primeiro acidente e o primeiro táxi

Uma mulher morreu após ser atingida por um carro autônomo da Uber nos Estados Unidos em março deste ano. O acidente fez a empresa interromper os testes com seus veículos autônomos e colocou a tecnologia em cheque.

O acidente aconteceu no início do dia numa rodovia movimentada. O carro da Uber estava circulando com o modo autônomo ativado e, segundo a polícia, estaria entre 61 e 64 quilômetros por hora, numa via em que o limite é de 72 quilômetros por hora.

O sargento Ronald Elcock afirmou que o carro não diminuiu a velocidade antes de se chocar com a pedestre, uma mulher chamada Elaine Herzberg, de 49 anos. Ainda havia uma motorista de segurança no carro, uma funcionária da Uber chamada Rafaela Vasquez, de 44 anos.

Reprodução

Segundo a polícia de Tempe, Elaine entrou na pista "abruptamente" empurrando uma bicicleta coberta por sacos plásticos. É provável que a vítima fosse moradora de rua. A motorista Rafaela assistia séries de TV no serviço de streaming Hulu no momento do acidente.

A Uber interrompeu seu projeto de carros autônomos por alguns meses e só o retomou em dezembro. No entanto, o projeto foi profundamente reduzido para se adequar às novas regras impostas à companhia.

Waymo One

Mas 2018 não foi só de más notícias para os carros autônomos. A Waymo, empresa "irmã" do Google, anunciou em dezembro o lançamento do Waymo One. Trata-se de um serviço de transporte por aplicativo, como o da Uber, que leva o passageiro aonde ele quiser em um carro que dirige sozinho.

Por enquanto, porém, o Waymo One ainda é um serviço bem restrito. A princípio, só pode utilizar o aplicativo quem receber o convite, e só serão convidados os participantes do programa de testes da Waymo, que opera desde junho de 2017 somente nos EUA.

Reprodução

A diferença é que, agora, essas mesmas pessoas que participavam do programa de testes podem convidar amigos e parentes "de fora" para dar uma volta de carro autônomo através do Waymo One, o que não era permitido pelas regras da empresa até aqui.

Além disso, o serviço só está disponível na região central da cidade de Phoenix, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. E os carros, embora sejam capazes de circular sozinhos, terão engenheiros da Waymo sentados nos bancos de motorista preparados para tomar o controle dos veículos em caso de emergência em todas as corridas.

O projeto de carros autônomos da Waymo surgiu dentro do Google em 2009 e se tornou uma empresa independente em 2016, ainda como parte do mesmo conglomerado, a Alphabet. A tecnologia está em testes nas ruas dos Estados Unidos há quase dez anos.

GDPR e LGPD: a lei geral de proteção de dados, da Europa ao Brasil

Mais de dois anos depois de ser criada, entrou em vigor neste ano a nova Lei Geral de Proteção de Dados da União Europeia – a GDPR, na sigla em inglês. Trata-se de uma nova legislação europeia que visa dar aos usuários mais controle sobre os dados que as empresas têm sobre eles.

Em resumo, a legislação obriga as empresas a mudar a forma como lidam com dados pessoais se quiserem continuar atuando no continente. Ela vale para qualquer companhia, de qualquer tamanho que atua no território e processa dados sobre cidadãos europeus.

As políticas de privacidade de praticamente todas as empresas não levavam em conta muitas das regras instituídas pela nova legislação. Para ficar de acordo com a lei, então, companhias como Spotify e Microsoft atualizaram seus termos de uso, o que encheu as caixas de e-mails de muita gente até no Brasil.

Em agosto, o presidente Michel Temer sancionou a Lei 53/2018 da Câmara dos Deputados, a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira. Ou seja, é versão nacional da GDPR, também chamada por aqui de LGPD.

A legislação nacional exige que as companhias deixem clara a finalidade (“realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados”) do uso dos dados e limitar o uso das informações a esse fim.

O consentimento dos usuários é obrigatório e deverá vir por meio daqueles já conhecidos termos de uso. A LGPD obriga que as empresas sejam claras em seus textos e específicas na hora de definir a finalidade do uso. “O consentimento deverá referir-se a finalidades determinadas e serão nulas as autorizações genéricas para o tratamento de dados pessoais”, diz a legislação.

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