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Softwares brasileiros podem colaborar para o futuro da astronomia

Redação Olhar Digital 26/05/2008 09h30
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Observatório Nacional promove reunião sobre astronomia no RJ ainda este mês

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O futuro da astronomia e a participação brasileira em projetos mundiais que somam mais de US$ 10 bilhões em investimentos são os objetivos da reunião que o Observatório Nacional, instituto de pesquisas do Ministério da Ciência e Tecnologia, promove no Rio de Janeiro entre os dias 27 e 29 desse mês.
Segundo Luiz Nicolaci da Costa, idealizador do evento, o objetivo é proporcionar uma visão panorâmica dos caminhos que estão se abrindo para a astronomia "e ver, dentro das nossas limitações orçamentárias, de pessoal, nossas vocações, como a gente consegue se inserir nesse contexto".
A reunião quer estabelecer um projeto plurianual, levando em conta o que a comunidade externa está fazendo. A partir dessa "competição saudável", Nicolaci disse que os especialistas brasileiros poderão identificar a melhor forma de contribuir para o futuro da astronomia.
Uma das áreas em que essa contribuição pode ocorrer de forma expressiva é no desenvolvimento de softwares (programas de computador), sugeriu o astrofísico. Ele ressaltou, inclusive, que nesse campo não há necessidade de grandes insumos nem de uma base industrial ampla. "Porque a gente precisa de gente inteligente. E o Brasil tem gente inteligente".
Nos dois primeiros dias de reunião, serão apresentados os principais projetos que estão sendo desenvolvidos internacionalmente. O terceiro dia abordará os impactos que esses projetos têm para a tecnologia da informação. Um dos softwares desenvolvidos pelo Observatório Nacional está sendo usado no projeto Dark Energy Survey (DES), que será apresentado no encontro. Trata-se de uma colaboração internacional que está construindo uma câmara avançada para mapear 10% do céu em quatro bandas do espectro.
Luiz Nicolaci da Costa afirmou que o Brasil possui um orçamento modesto para o desenvolvimento da astronomia. Por isso, avaliou que "não podemos competir de igual para igual com projetos cujos investimentos superam US$ 1 bilhão no campo da astronomia".
Segundo Nicolaci, como o Brasil não dispõe de dinheiro nem da base tecnológica necessária para realizar sozinho projetos dessa envergadura, a saída será fazer parcerias em projetos específicos, contribuindo com suas vocações naturais.

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