Stephen Hawking: humanidade está condenada se não colonizar a Lua e Marte

Durante um discurso feito no Starmus Festival, uma conferência de arte e astronomia, o físico Stephen Hawking ressaltou a necessidade de que a humanidade colonizasse outros planetas. "Estou convencido de que devemos deixar a Terra. (...) Estamos ficando sem espaço, e os únicos lugares para onde podemos ir são outros mundos", disse.

Hawking acredita que não há futuro para a humanidade, no longo prazo, se não sairmos da Terra; em pouco tempo, ela pode ser aniquilada por um asteroide, engolida pelo sol ou destruída por mudanças climáticas. "Isso não é ficção científica, é algo garantido pelas leis da Física e da probabilidade", comentou. "Ficar aqui é arriscar ser destruído", continuou.

Isso não significa, segundo o físico, que não seja importante agir para que a Terra siga habitável pelo máximo possível de tempo. "Não estou negando a importância de combater a mudança climática e o aquecimento global, diferentemente de Donald Trump, que pode ter tomado a decisão mais séria e errada que o mundo já viu quanto ao aquecimento global", disse Hawking, em referência à decisão do presidente de tirar os EUA do acordo de clima de Paris.

Visitando os vizinhos

Para Hawking, é necessário enviar pessoas para Marte até 2025, e criar uma colônia lunar nos próximos 30 anos. "Aonde quer que formos, precisaremos criar uma civilização; precisaremos levar meios práticos de estabelecer um novo ecossistema, a vontade de sobreviver em um ambiente sobre o qual sabemos muito pouco, e precisaremos pensar em como transportar milhares de pessoas, animais, plantas, fungos e bactérias", alertou o físico. 

Uma colônia humana em Marte, segundo ele, deveria ser estabelecida nos próximos 50 anos - até 2067, portanto. Mas, além disso, Hawking também sugeriu que a humanidade explorasse além do nosso sistema solar, indo até o sistema mais próximo, Alpha Centauri. Lá, de acordo com o Telegraph, cientistas acreditam que existe um planeta habitável conhecido como Proxima B.

Não se trata, mais uma vez, de ficção científica. Hawking está colaborando com o bilionário russo Yuri Milner desde ao menos abril do ano passado para lançar uma sonda interestelar. Trata-se do projeto Breakthrough Starshot, ao qual a Nasa se uniu em dezembro de 2016, que pretende criar uma sonda movida a luz solar capaz de atingir cerca de 216 milhões de quilômetros por hora.

Unindo pessoas e nações

Mas Hawking não vê a necessidade de colonizar outros planetas como motivo de preocupação e pânico; pelo contrário, ele acredita tratar-se de um esforço que ajudará a humanidade a crescer e evoluir como grupo social. "Sempre que damos um grande salto, como nos pousos lunares, unimos pessoas e nações, trazemos novas descobertas e novas tecnologias", disse. 

"Deixar a Terra exige uma abordagem global concertada, todos devem se unir. Nós precisamos reacender a empolgação dos primeiros dias de viagem espacial da década de 1960", comentou, segundo a BBC. "Acredito que isso uniria países competitivos em um objetivo único para enfrentar o desafio comum a todos nós", continuou. Para isso, ele acredita que é necessário "um novo e ambicioso programa espacial", que poderia "empolgar [as pessoas] e estimular o interesse em outras áreas, como astrofísica e cosmologia".

A necessidade de sair do planeta, no entanto, continua sendo uma preocupação constante. "Se a humanidade pretende continuar por mais 1 milhão de anos, ela precisa ir corajosamente aonde ninguém foi antes. Eu espero pelo melhor. Eu preciso. Não temos outra opção", concluiu.

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