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Testamos: Moto Maxx alia alto desempenho a boa duração de bateria

Renato Santino 17/11/2014 19h10
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O Moto X já é um dos melhores Androids no mercado, se não for o melhor (vai depender da opinião), mas a Motorola não está satisfeita. A empresa lançou por aqui o Moto Maxx, uma nova aposta para competir em uma faixa de preço ainda maior, com um hardware ainda mais potente.

Mas o Maxx não é somente um Moto X mais potente, embora ele tenha exatamente os mesmos recursos de software. Por fora, toda a carcaça é completamente diferente; a única semelhança é a traseira com uma curva para o encaixe melhor na mão. Enquanto o modelo mais antigo é bem fino nas laterais, o novo é mais “rechonchudo” e um pouco mais pesado: 15 gramas a mais, nada realmente relevante.

Os materiais também são diferentes; enquanto o Moto X aposta em construção traseira de couro e madeira, que são altamente confortáveis, o Maxx tem um revestimento de nylon balístico que, se torna o aparelho mais resistente, não tem o mesmo apelo visual, nem o mesmo “feeling”. Vai do usuário decidir o que é melhor, mas consideramos uma vantagem do Moto X.

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Mas a diferença a favor do modelo mais barato acaba aí. Quando você começa a olhar os dois mais a fundo, começa a notar as diferenças que fazem do Moto Maxx provavelmente a melhor alternativa para quem procura um Android top de linha.

A começar pelo seu grande diferencial: sua bateria de 3900 mAh, algo que é definitivamente incrível para um aparelho do seu tamanho. O aparelho tem uma tela de 5,2 polegadas que ocupa quase toda a sua parte frontal, com bordas bem pequenas, então o dispositivo como um todo não é muito grande. Normalmente, para atingir este patamar de bateria, são necessários phablets enormes como o Galaxy Note 3.

Comprimida dentro de uma embalagem razoavelmente pequena, está uma das maiores capacidades de bateria no mercado, o que faz toda a diferença na hora do uso. Isso se reflete em ao menos mais de um dia inteiro de uso, como indicaram nossos testes.

Os resultados poderiam ser melhores, no entanto, se não houvesse o exagero de resolução de 2550x1440. Visualmente, a tela pode impressionar à primeira vista, mas quando você lembra que praticamente não existe conteúdo produzido nesta resolução você percebe que ela é um desperdício de bateria no momento. Talvez em um futuro próximo isso seja um fator revelante, mas agora não há diferença entre ter uma tela de 1080p e uma de 1440p em um smartphone.

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Sobre desempenho, estamos falando de um “monstro” aqui. As aspas foram utilizadas porque extraímos a citação diretamente do AnTuTu Benchmark, o aplicativo que utilizamos para determinar de forma objetiva o poder de processamento. O resultado é incrível, superando a maior parte dos smartphones existentes, embora a base de comparação esteja um pouco defasada. Comparando com este artigo, porém, é possível notar que o Moto Maxx está entre os celulares mais potentes do planeta.

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Isso se deve a diversos fatores: um processador de última geração, o Snapdragon 805; 3 GB de memória RAM, contra 2 GB da maioria dos tops de linha; e Android puro, sem muitas modificações além de alguns aplicativos úteis. O sistema operacional mais leve contribui para um desempenho excelente, algo que a Motorola tem feito muito bem em todos os seus aparelhos, até nos mais baratos, como o Moto G e o Moto E.

Ainda sobre software, ele faz exatamente tudo que o Moto X também faz, como as notificações inteligentes na tela de bloqueio, o reconhecimento de comandos de voz personalizáveis, reconhecimento de gestos e utilização de contexto para se adequar melhor a necessidades especiais, como adaptar as funcionalidades ao entender quando a pessoa está dirigindo, por exemplo. Ao testar o novo Moto X pela primeira vez, o consideramos mais “humano”; o Moto Maxx não é nada diferente disso, a única diferença é que ele é capaz de fazer tudo com mais agilidade.

Por fim, a câmera, o eterno ponto fraco da Motorola. Não que a empresa inclua sensores ruins em seus aparelhos tops de linha, mas a empresa está abaixo da média dos concorrentes. O Moto Maxx teve um salto de megapixels em relação ao Moto X: de 13 MP, aumentou para 21 MP. No entanto, quem está treinado sabe que apenas os megapixels não ditam a qualidade das fotos, no máximo o quanto de zoom é possível aplicar digitalmente sem muita perda, como é o caso do Lumia 1020.

Aqui não é diferente. Como seu irmão, o Maxx não tem um desempenho muito bom em ambientes escuros, com efeitos granulados indesejados. Em locais claros, porém, ele se sai bem com detalhes, mas ainda assim a imagem não parece exatamente perfeita, com algumas leves distorções em cores. Não é uma câmera ruim, de forma alguma, mas, novamente, não está no mesmo patamar do iPhone 6, do Lumia 1020 (ou tantos outros da Nokia), do Xperia Z3 ou do LG G3.

Conclusão
O Moto Maxx talvez seja a melhor experiência Android no mercado. Rápido, interface limpa, câmera razoável, tela excelente e possivelmente a melhor duração de bateria entre smartphones no Brasil. Comparando apenas com a linha de produtos da Motorola, ele é um meio-termo excelente entre o tamanho agradável do Moto X e o todo o poder do Nexus 6 (ainda não lançado no Brasil), sem a tela proibitiva de 6 polegadas, que divide opiniões.

Ele deixa a desejar no quesito preço, porém, superando a marca dos R$ 2 mil, enquanto seu irmãozinho Moto X está numa faixa muito mais amigável de R$ 1,5 mil. Fica ao critério do cliente decidir se os mais de R$ 500 de diferença valem o aumento brusco de poder de processamento. Se a resposta for "sim", o Maxx é a escolha certa; senão, o Moto X ainda é um custo-benefício melhor.

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