Testamos o Vaio Pro 13G, um notebook ultrafino que compete com o MacBook Air

Nem todo consumidor tem o poder aquisitivo necessário para comprar um MacBook Air. O notebook ultrafino da Apple tem pouco mais de 1,7 centímetros de espessura e pesa apenas 1,08 quilos, mas sai no Brasil custando a partir de R$ 7.799.

Por isso muitas outras fabricantes apostam em modelos semelhantes, com espessura mínima e mais leve do que um notebook comum, sem sacrificar tanto a bateria ou a performance. É o caso do Pro 13G, um dos primeiros dispositivos da Vaio na volta da empresa ao Brasil sem a Sony.

Como é típico da marca, o notebook tem alta performance e design rebuscado, o que se reflete no preço alto: R$ 8.199 é o valor sugerido pela loja oficial da empresa. Passamos algumas semanas com o Pro 13G para testes e contamos para você se ele vale a pena ou não.

Design e hardware

Esteticamente, o Vaio Pro 13G é impecável - assim como a maioria dos produtos da marca. As linhas finas, visual plano e curvas leves tornam-o atraente para os olhos e também discreto. Além disso, a parte mais fina do aparelho tem apenas 13 milímetros de espessura e ele pesa cerca de 1kg, como o rival da Apple.

O notebook também é bastante ergonômico e confortável. Não é do tipo que você precisa fazer malabarismos para equilibrar quando abre a tela sobre as pernas, por exemplo. A digitação tem apoio em teclas muito suaves e que passam muita segurança, mas o teclado é talvez o pior defeito do produto.

Inadvertidamente, a Vaio colocou no Pro 13G teclas seguindo o padrão do alfabeto norte-americano. Isso significa que alguns caracteres estão fora da ordem tradicional da ABNT, com a tecla do apóstrofo no lugar que deveria ser a do til, por exemplo. Já outras sequer existem, como o Ç.

Para piorar as coisas, o software pré-instalado - Windows 10 Home Edition - vem, por padrão, detectando o seu teclado no formato do português brasileiro seguindo a norma ABNT. É possível adaptá-lo para conseguir usar o teclado da maneira correta, mas isso exige um pequeno passeio pelas configurações do Painel de Controle do sistema, algo que nem todo usuário sabe fazer instintivamente.

Reprodução

Logo abaixo do teclado retroiluminado está o trackpad. Embora seja suave, a sensibilidade ao toque parece um pouco descalibrada às vezes. O sistema consegue reconhecer os mínimos movimentos do toque do usuário, mas às vezes leva algum tempo para realizar um clique. É preferível usar os botões físicos para clicar, porque, pelo trackpad, você deve ter alguma dor de cabeça.

Além do design, outro ponto que vale a pena elogiar no Vaio Pro 13G é a tela. O dispositivo vem com um monitor IPS de 13,3 polegadas - nem grande demais e nem pequeno demais, e com tecnologia antirreflexiva. A resolução é Full HD (1920 x 1080) e a nitidez permanece visível sob qualquer ângulo.

Performance e especificações

O notebook tem um processador Intel Core i5 de quinta geração com clock máximo de 2.70 GHz, 3MB de cache e dois núcleos; a memória RAM DDR3L é de 4GB; o armazenamento interno é uma unidade SSD de 128GB e a placa de vídeo integrada é uma Intel® HD Graphics 5500, com suporte ao DirectX 11.2 e OpenGl 4.3.

Há ainda uma webcam que grava em HD (1280 x 720 pixels) e diversas portas nas laterais: uma entrada para cartão SD, uma entrada P2 para fones de ouvido, três entradas USB 3.0, uma entrada para cabo de rede, uma porta VGA e uma HDMI - além, é claro, da saída de ar e a entrada para o carregador.

Apesar de potente e cheio de recursos, porém, trata-se de um conjunto de aspectos um pouco abaixo do que se espera para um notebook dessa faixa de preço. É possível encontrar modelos muito mais potentes e muito mais baratos, desde notebooks equipados com placas de vídeo dedicadas para games ou mesmo PCs mais simples e com mais memória RAM, por exemplo.

Em nossos testes, porém, não temos do que reclamar em termos de velocidade ou fluidez do sistema. Mesmo com vários programas pesados abertos, incluindo aplicativos da versão mais recente do Office, Google Chrome com 10 abas atualizadas e até o reprodutor de mídia VLC, a performance continuou sem problemas.

Rodamos também um aplicativo de avaliação de desempenho, o Geekbench. O resultado foi que o notebook teve uma nota relativamente boa em processamento multi-core: 4.688 pontos. Na nossa experiência de uso cotidiano, vimos apenas alguns segundos de atraso na execução de algumas tarefas mais complexas, muito raramente, nada que pudesse incomodar.

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Só não se pode dizer o mesmo da bateria. A unidade de Li-ion tem 4 células e 4.125 mAh de capacidade, mas não pode ser removida. Por um lado, isso garante uma vida útil mais longa, mas por outro lado complica a vida de quem precisar fazer um reparo na unidade ou mesmo trocar de bateria se quiser uma melhor.

Em média, o Pro 13G tem pouco mais de 2 giras de autonomia em uso moderado, com a tela no brilho máximo. Poderia ser melhor? Poderia. Especialmente se você precisa de um notebook a trabalho e não quer passar o tempo todo procurando por um bom lugar para carregar.

O motivo para essa fraca eficiência energética é justamente a espessura do aparelho. Para fazer um notebook tão fino, a Positivo - fabricante da marca no Brasil - não poderia usar baterias maiores, o que exigiria também mais espaço para refrigeração e, no fim das contas, prejuízo ao design.

Conclusão: vale a pena?

Resposta curta: por esse preço, não vale. Por mais de R$ 8 mil, é possível comprar ao menos dois notebooks com 8GB de memória RAM, processador Intel Core i7, armazenamento interno de 1TB e até mesmo placa de vídeo dedicada da Nvidia. O Samsung Expert X40 é um bom exemplo, e ele custa "apenas" cerca de R$ 2.600 em algumas lojas.

A justificativa da Vaio pelo preço seria, portanto, o SSD (que não chega a ser um diferencial tão grande se você sequer pode jogar games mais modernos no aparelho), o peso e a espessura. A marca de luxo quer comparar seu produto a um MacBook Air mas falha em não considerar o restante da concorrência no mercado de notebooks tradicionais.

Trata-se, portanto, de um dispositivo que não se sai bem no quesito custo-benefício. Afinal, se você realmente quer um notebook ultrafino, procure um MacBook Air ou se prepare para se arrepender. Se você só busca um bom notebook, o que não faltam são opções mais baratas. O Vaio Pro 13G pode ser um ótimo notebook, mas é supervalorizado.

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