AOL volta ao Brasil após 10 anos em parceria com Microsoft

Lembra daqueles CDs com centenas horas de acesso à internet que circulavam pelo mundo na década de 90? A AOL, empresa responsável por eles, voltará a atuar no mercado brasileiro após ter deixado o país há cerca de dez anos. O retorno da empresa se dá por meio de uma parceria com a Microsoft.

A empresa, agora, atua no ramo de mídia digital, vendendo conteúdo e espaço de publicidade para outras empresas. A parceria com a Microsoft foi firmada em outubro de 2015, quando a AOL se tornou representante de toda a parte comercial de produtos da empresa, como da marca Xbox, e a equipe de publicidade da Microsoft ajudou a estabelecer a AOL no Brasil.

Nas palavras de Marcos Swarowsky, gerente da empresa no Brasil, "foi como nascer do zero". A AOL passará a investir em parcerias com outras agências, sites e produtores de conteúdo no Brasil, com foco específico em vídeos para smartphones e tablets.

A empresa já tem parcerias com sites como o Huffington post, o Engadget e o TechCrunch, e pretende expandir suas parcerias no mercado brasileiro também. De acordo com Swarowsky, a empresa já alcança cerca de 70% dos usuários de internet no Brasil por meio de parcerias como essa.

Novo começo

Embora a AOL ainda seja lembrada majoritariamente pelos "CDs de internet", a empresa atua hoje num mercado bastante diferente. Isso exige um esforço para se reposicionar no mercado. Mas segundo o Vice Presidente Global de Vendas da AOL, Jim Norton, o fato de a empresa trabalhar em parceria com outras empresas ajuda a contornar essa situação. "Você pode pensar na AOL como na marca 'Coca-Cola' da internet. Muitas pessoas acessam sites relacionados à AOL sem necessariamente saber da relação", diz.

A AOL foi comprada em 2015 pela Verizon, operadora norteamericana de telecomunicações, por US$ 4,4 bilhões. Essa compra, assim como parcerias com outras empresas e aplicativos, permite à empresa acesso a informações de consumo de dados de milhões de usuários de smartphones, segundo Norton. Essa informação, por sua vez, é usada pela empresa para direcionar publicidade aos consumidores da melhor maneira possível.

No Brasil, agora

Com a atual crise econômica e política do Brasil, o momento pode não parecer ideal para uma empresa que estava longe do mercado há dez anos volte a ele. Norton, no entanto, acredita que "a oportunidade continua aqui". "O mercado de smartphones e consumo de dados no Brasil cresce hoje mais rapidamente que o dos Estados Unidos. Então entre investir lá e investir aqui, melhor vir para cá", diz. Atualmente, o setor de publicidade para smartphones já move cerca de US$ 3 bilhões no país.

É por esse motivo que Norton diz não temer o fato de que, segundo os dados mais recentes, pouco mais de 50% da população brasileira tem acesso à internet. "Eventualmente, essas outras pessoas também estarão online", diz Norton, "e nós queremos estar prontos para elas". Na perspectiva do executivo, a infraestrutura de rede atual do Brasil é satisfatória, e com o tempo deve se tornar ainda melhor para acomodar os serviços prestados pela empresa.

Norton está a par das recentes discussões sobre a venda de planos de internet fixa com limites de dados, e afirma que a AOL já vem pensando em maneiras de contornar essa barreira. Uma delas, diz, a criação de parcerias ou aplicativos que oferecessem dados de navegação em troca, por exemplo, de interações com publicidade online. "O usuário assiste a um vídeo, responde a uma pesquisa ou clica em alguns links, por exemplo, e ganha dados para consumir como quiser", explica. 

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