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Justin Mateen, CMO, cofundador Tinder

Criador do Tinder: brasileiro é ocupado demais para encontrar namoro

Leonardo Pereira, editado por Daniel Junqueira 28/10/2013 15h44
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De repente o Brasil acordou para o Tinder, mais uma entre tantas outras formas de se arranjar companhia amorosa com ajuda da tecnologia. O aplicativo com ares de rede social surgiu em 2012, mas demorou até 2013 para se tornar interessante e só pegou há pouco tempo por aqui - até porque faltavam adeptos.

ReproduçãoPara Justin Mateen, cofundador e diretor de marketing da plataforma, nosso país é ideal para sua criação. Em entrevista exclusiva ao Olhar Digital, ele declarou que no Brasil "todo mundo está ocupado demais com sua rotina diária e o Tinder permite que os usuários locais encontrem novas pessoas quando estão se deslocando".

O Tinder foi desenvolvido por Mateen, Sean Rad, Jonathan Badeen e Christopher Gulczynski. Ele facilita a formação de casais ao cruzar perfis de pessoas que podem combinar. Se você gostar de quem viu pode se aprofundar e marcar um encontro; caso contrário, pula fora e o outro nem precisa ficar sabendo. A falta de espaço para fakes é um diferencial que tem contribuído para engordar os números da plataforma, que hoje é responsável pela formação de 3,5 milhões de combinações e mais de 350 milhões de avaliações de perfis diariamente.

Mateen garantiu que não teme serviços semelhantes e, mais ainda, que o aplicativo não é nada parecido com o Bang With Friends: "O Tinder está apenas facilitando uma introdução entre duas pessoas - o que elas escolhem fazer com essa relação depende inteiramente delas."

O executivo ainda revelou ao Olhar Digital que gigantes como Google e Facebook já demostraram interesse pelo Tinder, mas que ainda não é hora para parcerias.

Confira o bate-papo:

Olhar Digital: Como funciona a tecnologia por trás do Tinder?

Justin Mateen: O Tinder busca por sinais implícitos e explícitos para fazer as melhores recomendações de pessoas que acreditamos que nossos usuários querem conhecer. A beleza do Tinder é que você só pode interagir com usuários se os dois indivíduos tiverem expressado interesse em fazer isso. Como resultado, a pessoa que está sendo perseguida por você não é bombardeada com mensagens, e como quem te persegue sabe que a pessoa na extremidade oposta está interessada em falar ela, a pessoa inicia a conversa em um nível muito mais profundo.

Como foi o processo de criação do aplicativo?

Nós lançamos o Tinder em 2012 e, inicialmente, lançamos o produto em universidades dos Estados Unidos porque sabíamos que, se ele ressoasse nessa atmosfera altamente social, outros veriam valor nele também. Existem várias redes sociais por aí que fizeram um grande trabalho ao conectar você com sua rede existente de amigos, mas o Tinder é a primeira plataforma social a ajudar você efetivamente a conhecer novas pessoas.

Vocês temem a existência de tantos apps similares - como o Swipe, por exemplo?

Não. Há muitos produtos imitadores por aí, mas a experiência do Tinder não pode ser replicada.

Existe alguma similaridade entre o Tinder e o Bang With Friends?

Absolutamente não! O Tinder é totalmente focado em descoberta social e formação de novos relacionamentos. Estamos atualmente fazendo 3,5 milhões de novas combinações por dia e os perfis de nossos usuários estão sendo avaliados mais de 350 milhões de vezes por dia. O Tinder está apenas facilitando uma introdução entre duas pessoas - o que elas escolhem fazer com esse relacionamento depende inteiramente delas.

O Tinder passa por um boom no Brasil, quão importante é o país para vocês?

O Brasil é um mercado muito importante para nós. Há uma necessidade real pelo Tinder no Brasil porque todo mundo está ocupado demais em suas rotinas diárias e o Tinder permite que os usuários locais conheçam novas pessoas enquanto estão se deslocando.

Existe algum plano específico para o Brasil?

Estamos aprimorando a experiência do Tinder no Brasil a fim de que ele imite a interação humana.

Não há publicidade no Tinder e ele é gratuito, como vocês ganham dinheiro com este app?

Neste momento estamos focados no crescimento dos usuários e em suas experiências. Quando sentirmos que é a hora certa vamos monetizá-lo introduzindo compras dentro do app - qualquer coisa que fizermos pela monetização apenas melhorará a experiência de uso.

Empresas como Google, Facebook etc. já contataram vocês com alguma proposta de parceria?

Muitas companhias expressaram interesse no Tinder, mas neste momento estamos focados em executar nossa visão. Hoje nós cumprimos apenas uma pequena porcentagem do que o Tinder se tornará.

Vocês pensam em novas funcionalidades para o Tinder?

Sim, estamos melhorando o produto constantemente e temos algumas novas funcionalidades chegando em breve.

O Tinder já ajudou algum dos fundadores a arranjar um caso?

Estamos usando o Tinder diariamente para conhecer pessoas interessantes.

-> Tinder: história, dicas e principais recursos do app de encontros

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