Em baixa, Alibaba tenta se recuperar da crise chinesa

Poucos analistas de mercado poderia prever a vertiginosa queda que a chinesa Alibaba Group Holding sofreria um ano após abrir seu capital na Bolsa de Valores dos EUA e suas ações terem valorização de 76% em apenas dois meses. Em queda num cenário de crise, o fundador do site, Jack Ma, acredito numa recuperação do grupo. Só que isso pode demorar até 10 anos.

Dente os fatores que empurraram a gigante do mercado chinês ladeira abaixo estão uma batalha com o governo chinês, acordos inexplicados para investidores e uma troca de presidente num momento de desaceleração de crescimento do site de vendas pela web.

Todas essas ações equivocadas, aliadas à instabilidade no mercado chinês - que comprometeu o consumo no país, acabaram derrubando uma dos maiores players do mundo em vendas digitais. Investidores viram US$ 128 bilhões em valor de mercado desaparecerem até a última quarta-feira. Sem dúvida, um cenário de caos econômico.

Especialistas do mercado de tecnologia apostam que a desaceleração da economia chinesa deve enfraquecer o comércio eletrônico até 2016. Ou seja, mesmo que esboce alguma reação para recuperar o posto, como um recente aporte de R$ 15 bilhões, o cenário chinês atual não favorece a reação pretendida.

O plano para salvar a Alibaba a longo prazo

Jack Ma, presidente do conselho da empresa e um dos fundadores da Alibaba, confia no seu taco. Sua aposta é que em 10 anos todos os movimentos que levaram a empresa para a situação atual serão justificados.

Jack quer também expandir o serviço para além do comércio, seguindo a trilha da oferta de conteúdo, como filmes e esportes. Quer também criar um sistema próprio de pagamento e já mira popularizar tecnologias internas, como um sistema operacional e serviço de computação em núvens próprios.

Confiança

Analistas de todo o mundo também não desistiram da Alibaba. Dos 52 que comentaram o assunto para a agência de notícias Bloomberg, 44 recomendam comprar a ações da empresa e apenas dois recomendam que os investidores vendam.

"Ainda vai haver mais dois ou três trimestres difíceis para a companhia", disse James Cordwell, analista da consultoria Atlantic Equities, importante medidor do mercado tecnológico. O desafio atual "é tornar a Alibaba uma empresa melhor nos próximos dez anos".

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