Empresas de TI rejeitam propostas de salário de sindicato dos trabalhadores

A primeira rodada de negociações entre os trabalhadores e os empresários de TI, que aconteceu nesta semana, terminou sem acordo. Durante a conversa, os empresários negaram 90% das reivindicações dos trabalhadores, o que fez com que fosse definida uma nova rodada de negociações, marcada para a próxima quinta-feira, 14.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), nenhuma das 19 cláusulas aprovadas pelos trabalhadores foi aprovada pelos empresários. Por conta da instabilidade econômica do país, as empresas sugeriram a adoção do reajuste salarial escalonado, oferecendo aumento de 8% para quem recebe até R$ 2 mil; de 5,5% para quem recebe de R$ 2 a R$ 5 mil, mais R$50 de aumento na parcela; e 4% para aqueles com remuneração acima de R$ 5 mil, com um acréscimo de R$125 na parcela. Os empresários pediram ainda que o pagamento seja realizado em duas vezes nos meses de janeiro e julho.

O Sindpd afirma que a não reposição das perdas inflacionárias representa uma redução dos salários dos profissionais de TI. “Primeiro, não está contemplando nem a inflação do período, segundo, parcelando. O que quer mexer, é para piorar. É preciso manter o que é de direito do trabalhador. Até a Justiça parte do princípio da necessidade de reposição das perdas inflacionárias. Não se pode aceitar a tentativa de retrocesso. Não me sinto contemplado por estas propostas e a categoria também não se sentirá”, afirma o presidente do Sindpd, Antonio Neto.

Os empresários ainda solicitaram que o valor do auxílio-refeição seja estabelecido por região: R$ 16,50 para a capital e R$ 15,70 para o resto do Estado. Diante da recusa das duas partes, uma nova rodada de negociações está marcada para o dia 14, às 16 horas.

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