Facebook começa a se preparar para um futuro sem Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg e Facebook são uma coisa só; são inseparáveis. A rede social gigantesca nasceu como iniciativa do jovem estudante (e mais alguns amigos) no meio dos anos 2000, e ficou impossível dissociar as duas coisas de lá para cá. Mas o fato é que as coisas podem mudar, e é necessário pensar em um futuro pós-Zuck para o Facebook.

Esta tem sido a missão do quadro diretores, que já começaram a se planejar para um futuro sem Zuckerberg. A parte mais difícil da missão é o fato de que o executivo não só é o CEO da empresa, como é o acionista majoritário. Ou seja: se ele quiser deixar o seu cargo, ele ainda continuaria tendo influência total sobre a companhia, graças ao seu altíssimo poder de voto.

Não se trata de um golpe, mas sim de estabelecer uma forma de que o próximo CEO do Facebook (se isso acontecer algum dia), tenha poder para de fato poder gerenciar a companhia, sem ficar preso às imposições de Zuckerberg.

Atualmente, os planos de Zuckerberg incluem ceder quase todas as suas ações, 99%, para o trabalho de caridade da Chan Zuckerberg Initiative, o projeto beneficente que mantém com a sua esposa. No entanto, ele também criou uma nova modalidade de ações que permitiriam que ele cedesse seus papéis sem, de fato, perder controle da companhia.

Mas e se, por algum motivo, ele quiser sair? Aí o plano do quadro de diretores é converter as suas ações de “classe B”, que tem maior poder de voto, para “classe A”, sem tanto poder. Assim, ele manteria seus 14,8% da empresa com os poderes reduzidos em 53,8%.

O plano está documentado, explicando o objetivo de não ser uma empresa “controlada pelo fundador” se a empresa deixar de ser “dirigida pelo fundador”. A proposta deve passar por votação no próximo dia 20.

Contudo, nada neste momento indica que Zuckerberg possa ser retirado de seu cargo ou tenha qualquer intenção de fazer isso. A ideia é mantê-lo onde ele está por muitos anos, mas se preparar caso ele tenha que sair. “O comitê especial e o quadro de diretores acredita que a reclassificação é um modo apropriado de tornar mais provável que o Sr. Zuckerberg mantenha um papel de liderança, e assim se mantenha em posição de influenciar nossa direção por muitos anos, e acreditamos que esta influência foi e será benéfica para o nosso crescimento, estratégia e estabilidade”.

Via CNET





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