Google deve voltar a atuar na China após cinco anos

O Google está se preparando para voltar a oferecer seus aplicativos e serviços no mercado chinês, cinco anos após ter deixado de operar no país. De acordo com o The Information, a empresa espera conseguir a aprovação do governo para distribuir uma versão da Google Play no país ainda esse ano.

A nova loja do Google deverá funcionar em dispositivos com Android "M" (a próxima versão do sistema) e que atendam aos critérios do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês. Os serviços disponíveis aos desenvolvedores serão semelhantes aos disponíveis em outras regiões, mas com algumas restrições a funcionalidades ligadas à localização e a redes sociais.

A loja não venderá livros, músicas e filmes. A empresa também deve anunciar parcerias com corporações chinesas para gerenciar o funcionamento da loja de aplicativos no país. O Google passará a oferecer também uma versão do Android para dispositivos móveis chineses.

Além de gerar receita a partir do mercado chinês, outro objetivo da companhia é controlar melhor a forma como o Android é distribuído na China. Sem a atuação do Google, o sistema operacional se tornou fragmentado, com diversas versões incompatíveis entre si operando simultaneamente no mercado. Muitas fabricantes usam a versão "open source" do Android sem firmar qualquer parceria com a empresa.

Como o Google pretende levar o Android também para dispositivos IoT ("internet of things", ou aparelhos inteligentes), a necessidade de integração será ainda mais aguda no futuro. É possível também que, para voltar ao mercado, a companhia ofereça alguma forma de incentivo para que consumidores usem a versão atualizada e "oficial" do Android.

Compatibilidade com o governo

O Google saiu da China em 2010 após seus servidores sofrerem um ataque que posteriormente foi ligado ao governo chinês. Dessa vez, no entanto, a empresa pretende seguir as leis locais e bloquear os aplicativos que o governo considerar questionáveis. 

As negociações da empresa com o governo chinês para voltar a atuar no país começaram quase imediatamente após a saída do Google. O ponto contencioso das conversas, no entanto, era o controle que o governo teria sobre a atuação da empresa na região.

Antes do ataque, o Google operava no país de forma independente ao governo. Atualmente, alguns serviços da empresa, como a busca e o tradutor, ainda funcionam, mas estão sujeitos a interrupções e censura por parte das autoridades estatais.

Num primeiro momento, a empresa deve trazer o Android Wear ao país. Isso porque a versão do sistema operacional do Google para dispositivos vestíveis é mais controlada, e apenas algumas poucas montadoras atuantes na China a utilizam. A empresa, no entanto, deve começar oferecendo aplicativos de outros desenvolvedores para o Android Wear, com apenas alguns de seus próprios serviços incluídos.

Voltando ao mercado

Para conquistar desenvolvedores para a sua loja, o Google oferecerá a eles 70% da renda gerada pelos seus respectivos aplicativos. As lojas chinesas de aplicativo costumam ficar com quase toda a renda gerada pelas criações dos desenvolvedores.

A empresa fará uma perceria com a ChinaPay, um dos maiores serviços de pagamentos e cobranças do país, para gerenciar as compras de sua loja. Para diferenciá-la, a empresa também fará parcerias com desenvolvedores ocidentais que atualmente não são distribuídos na China.

Por fim, o Google também estuda parcerias com empresas chinesas, como o Youku ou a fabricante de drones DJI, para lançar aplictivos exclusivamente por meio de sua loja.

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