IBM é acusada de demitir mais de 20 mil pessoas acima dos 40 anos

Os países estão passando um envelhecimento populacional e com a entrada cada vez mais tardia dos jovens no mercado de trabalho, os profissionais mais velhos acabam ficando nas empresas por mais tempo. No entanto, muitas companhias possuem uma política de não manter trabalhadores acima de determinadas idades.

Segundo informações do ProPublica, nos últimos cinco anos, a IBM demitiu mais de 20 mil pessoas acima dos 40 anos só nos Estados Unidos, o que representa 60% das demissões da empresa durante o período. Os funcionários mais experientes foram substituídos por jovens que passaram a receber salários mais baixos.

Ao fazer esses cortes, a companhia desrespeitou as leis e regulamentações norte-americanas que tem o objetivo de proteger trabalhadores de discriminação por idade. Entre as irregularidades estão a de impedir que os trabalhadores buscassem a justiça através de documentos assinados, campanha interna para a demissão de funcionários mais velhos mesmo quando o desempenho deles era superior, campanhas de aposentadoria forçada e afirmar que as pessoas estavam sendo demitidas porque as suas habilidades estavam desatualizadas.

Quando atual CEO da IBM, Virginia Rometty, assumiu o cargo em 2012, a empresa mudou seu foco para a Geração Y, também conhecida como a Geração do Milênio. Ela estava planejando uma reformulação que visava tornar a IBM um importante player nas tecnologias emergentes de serviços em nuvem, análise de big data, mídia móvel, de segurança e social, sendo que houve um aumento significativo na contratação de pessoas nascidas após 1980.

A executiva alegou, durante um evento realizado em 2014, que os nascidos nessa geração estavam em sincronia com as novas tecnologias e com a nova forma de trabalho colaborativo. Enquanto que as pessoas com 50 anos ou mais possuem análises de dados mais “duvidosas” e são menos motivadas a consultar um colega de equipe.

A IBM se recusou a fornecer para o site a idade dos seus funcionários demitidos. Além disso, o porta-voz da IBM, Edward Barbini, afirma que para se posicionar, a empresa precisava ver cópias de todos os documentos citados na matéria, um pedido que a ProPublica não poderia cumprir sem quebrar a relação de anonimato com as fontes.

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