Nova imagem da NASA mostra montanhas e pôr do sol em Plutão

A NASA divulgou uma nova imagem registrada na missão New Horizons que mostra detalhes inéditos de Plutão. A foto em super-resolução foi batida no dia 14 de julho, quando a espaçonave não-tripulada Atlas V-551 teve sua maior aproximação do planeta, porém só no dia 13 de setembro a NASA conseguiu completar o download do arquivo - vale lembrar que a tecnologia da nave é de 2006 (e você aí reclamando da sua internet).

A imagem abaixo mostra o planeta após 15 minutos da maior aproximação da Atlas, e nela é possível ver montanhas ásperas cobertas de gelo (segundo a NASA) e grandes planícies que se estendem até o horizonte de Plutão. A luz de fundo na imagem é do Sol, e ela revela mais de uma dúzia de camadas de neblina na atmosfera dispersa de plutão - composta principalmente de nitrogênio, o principal gás que também compõe a atmosfera terrestre. 

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A trajetória da nave permitiu fotografar um pôr do sol em plutão, embora a estrela não apareça no ângulo da foto devido a limitações do Ralph/Multispectral Visual Imaging Camera (MVIC), sistema que registra as imagens da missão New Horizons. Segunda a NASA, as montanhas escarpadas que aparecem na imagem abaixo chegam a ter até 3.500 metros de altura. Aqui é possível também ver as camadas de neblina com mais nitidez. A largura da foto equivale a 380 quilômetros em escala real.

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Cientistas destacam que um ciclo glacial à base de nitrogênio faz de plutão um planeta surpreendentemente parecido com a Terra. "Impulsionada pela fraca luz solar, esse ciclo seria diretamente comparável com o ciclo hidrológico que alimenta calotas de gelo na Terra", disse Alan Howard, coordenador do setor de geologia e geofísica da Universisdade de Virgínia, importante centro de pesquisa nessa área.

A sonda Atlas V-551 sobrevoou Plutão em 14 de julho de 2015, após nove anos e meio de viagem interplanetária, alcançando o seu ponto mais próximo da superfície do planeta, cerca de 12 500 km de distância, a uma velocidade de 45 000 km/h. Os cientistas esperam que ela se torne a quinta sonda interestelar já construída pelo Homem – após deixar o Sistema Solar em direção à heliosfera – e o segundo objeto artificial mais veloz da história de exploração espacial.

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