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O futuro do ERP

Stephanie Kohn 10/07/2013 17h20
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Novas tecnologias passam a exigir outras capacidades dos sistemas integrados de gestão empresarial

Diante das novas ondas tecnológicas, como a computação na nuvem, mobilidade, social business e Big Data, uma questão gira em torno dos ERPs (sistema integrados de gestão empresarial): qual o futuro dos sistemas?

Segundo o diretor de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil Cézar Taurion para acompanhar o cenário atual, os ERPs precisarão mudar em vários aspectos. O primeiro deles é em relação aos aplicativos móveis. Para ele, é necessário que os sistemas tenham um mecanismo que permita aos usuários desenvolverem apps para serem integrados ao ERP. As plataformas também deverão agregar os conceitos de Social Business aos processos para que o trabalho se torne mais colaborativo.

"A minha tese pessoal é que os ERPs se transformarão, deixando de ser um aplicativo imenso e monolítico, com tudo integrado, para se tornarem uma plataforma acessível por meios de APIs. Eles continuarão a ser o coração dos processos, mas abertos às criações de novas funcionalidades e apps. Eles passarão a ser um conjunto federado de módulos, integrados por uma arquitetura SOA", explica.

Taurion ainda sugere que haverá a diminuição da dependência de um único forncedores de ERP. De acordo com o executivo, as empresas poderão ter acesso a vários sistemas, já que por meio da cloud computing não haverá tantos problemas com a instalação física.

"Com a evolução das tecnologias de interoperabilidade entre nuvens a conexão entre eles ficará bem mais facilitada. O ponto de entrada para acessar funcionalidades provavelmente passará a ser via app stores, internas e/ou públicas", finalizou.

Cenário atual

Vale lembrar que as três principais fornecedoras de ERP já oferecem o sistema na nuvem, focadas, principalmente, em pequenas e médias empresas. A chance de sucesso se ancora no modelo de negócio baseado no pagamento sob demanda e não pelo número de licensa, como acontece atualmente em grandes corporações.

Já no segmento de grandes empresas, a alavanca são as inovações no coração do sistema, que integra o ERP a aplicativos analíticos e de relacionamento com o cliente (CRM), entre outras soluções.  

Em 2012, uma pesquisa divulgada pela FGV, indicava que 82% dos negócios no Brasil eram dominados por três fornecedores: Totvs, SAP e Oracle. Na média geral, a Totvs tinha 38% do mercado, seguida pela SAP (28%) e pela Oracle (16%). 

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