Para Microsoft, investigação da Europa sobre o Google é bem-vinda

A investigação sobre o Google recentemente aberta pela Comissão Europeia não comoveu os funcionários da Microsoft. À Reuters, um diretor da empresa que criou o Windows disse que o Google "tem de passar pelo que eles têm de passar".

Segundo a Microsoft, o Google dificulta o acesso a dados do Youtube pelo pesquisador Bing e se recusa a compartilhar dados de publicidade com esse pesquisador, entre outras acusações de práticas anticompetitivas. 

As acusações da Comissão Europeia sobre o Google servem como uma espécie de "vingança": Eric Schmidt, atual presidente do conselho de administração do Google, foi uma das pessoas que mais pressionou para que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos processasse a Microsoft por abuso de monopólio do Windows na década de 1990. 

Do fim de 1998 até 2000, a Microsoft foi investigada pelo Departamento de Justiça norte-americano. Após a investigação, o juiz decidiu que a Microsoft havia abusado de seu poder no mercado de sistemas operacionais por forçar fabricantes de PC a oferecer o Internet Explorer pré-instalado nas maquinas comercializadas. Ele propôs dividir a Microsoft em duas empresas, mas essa decisão foi revogada posteriormente, e o caso foi resolvido por meio de acordo entre as partes.

Recentemente, o Google foi acusado de manipular o resultado de suas buscas para favorecer seus próprios serviços de compras, o que infringe as leis antitruste da União Europeia. A multa resultante dessa acusação pode chegar a US$ 6 bilhões, equivalente a 10% das vendas anuais do Google.

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