Saiba como se preparar para as profissões do futuro

Recrutadores contam quais são os requisitos, habilidades e faixas salariais de cada cargo

No início da semana, o Olhar Digital divulgou quais profissões na área de TI que terão mais destaque no Brasil até 2020. Agora, damos dicas para quem quer seguir uma das cinco carreiras do futuro.

Veja abaixo as habilidades, graduações, cursos e conhecimentos necessários, além de faixas salariais de profissão. Confira ainda os cargos relacionados que também estarão em evidência nos próximos anos.

Gerente de marketing para e-commerce

O candidato para vaga tem como objetivo gerenciar o desenvolvimento e implementação de estratégias de sites para vender produtos e serviços. Ele precisa garantir um melhor posicionamento da empresa no segmento de comércio eletrônico.

Para isso, segundo o diretor executivo da Thomas Case & Associados, Marshal Raffa, o profissional precisa de curso de especialização sobre a área de comércio eletrônico e experiência mínima de cinco anos no varejo, não necessariamente no online.

"A bagagem nesta área é necessária, assim como conhecimento pleno de internet, mídias sociais e inglês. Pede-se graduação em marketing, administração ou até mesmo engenharia", comenta. "É um segmento relativamente novo, que demanda novas competências ainda desconhecidas por muitos. Atualmente, seis em cada dez candidatos para vagas de e-commerce são despreparados", completa.

Um analista da área (fase inicial e menos experiência) pode ganhar de R$ 3 mil a R$ 5 mil, enquanto um gerente consegue salários entre R$ 12 mil a R$ 20 mil. O consultor alerta que as chances de crescimento no setor são grandes, já que a projeção é que o Brasil se torne o quarto maior mercado de e-commerce em 2016.

Neste mesmo segmento, os profissionais de logística para e-commerce também estarão em destaque nos próximos anos. Os profissionais precisam saber de logística, redes sociais, marketing digital, atendimento ao cliente e pagamentos online.

Um diretor de logística de e-commerce precisa de formação sólida em engenharia, administração, comércio exterior ou economia, além de uma pós-graduação em logística e curso de especialização em comércio eletrônico. Os salários variam entre R$ 15 mil a R$ 30 mil e depende exclusivamente do tempo de experiência.

Diretor de inovação

Os profissionais da área irão interagir com funcionários em diferentes setores para pesquisar, projetar e aplicar inovações – usualmente provenientes da tecnologia.

O ideal, segundo Raffa, é uma base em administração ou engenharia, além de cursos de especialização, liderança e MBA. O diferencial será a habilidade e experiência com inteligência de mercado e conhecimentos de pesquisa e desenvolvimento.

"O diretor terá de ter visão clara do que o mercado vai precisar. Ele deve se atualizar constantemente e saber das tendências na área de tecnologia. A bagagem mínima é de dez anos no setor de inovação, independente do core business na companhia", afirma.

As faixas salariais vão de R$ 20 mil e R$ 35 mil. No entanto, nesta e em todas as profissões, os valores dependem da experiência e, obviamente, do porte da empresa.

Gestor de comunidades

O objetivo do profissional é verificar o posicionamento da marca, monitorar a concorrência, além de identificar as oportunidades de negócios dentro das redes sociais, fóruns e blogs. O candidato também precisa buscar por tendências e evitar que críticas tomem proporções maiores.

O cargo exige facilidade de comunicação, flexibilidade para falar com diversos públicos, e conhecimentos de estratégias de mercado. O gestor ainda precisa ter um português impecável e experiência mínima de três a cinco anos em áreas de comunicação.

Apesar de a atividade parecer simples, especialmente aos jovens familiarizados com as redes sociais, o coordenador do curso de mídias sociais da Faap, Eric Messa, explica que os empregadores querem pessoas com diversas competências. Não basta ter perfil ativo nas redes e gostar de internet. A lista de competências é extensa.

Outros requisitos são essenciais: conhecer a teoria da comunicação, o processo de comunicação nas redes, o comportamento do consumidor, saber gerenciar crises, dominar a cultura digital, ter criatividade, espírito de liderança e fluência em inglês. Também é preciso saber coletar dados das redes e analisar as informações compiladas.

"O BI (Business Intelligence) deve ganhar destaque neste ano. A ferramenta monitora tudo o que é falado nas redes para prever tendências e criar estratégias de comunicações efetivas", diz Messa. "Domínio do Inside Facebook, Google Analytics e outras ferramentas são essenciais. Porém, mais que isso, as companhias precisam de pessoas que saibam criar planos de ação", completou.

A formação do profissional passeia entre publicidade, jornalismo, marketing e relações públicas, mas não há restrição de curso. Os recrutadores, no entanto, dão preferência aos candidatos que possuem base teórica em comunicação. Algumas universidades já enxergaram oportunidades nesta área e estão oferecendo pós-graduação e extensão em mídias sociais. Os cursos variam entre R$ 500 e R$ 2 mil.

Já os salários estão na faixa de R$ 3 mi (cargo júnior) a R$ 10 mil (cargo de liderança).

Especialista em cloud computing

A maioria dos postos de trabalho requer profundo conhecimento em uma determinada tecnologia, como a Amazon Web Services, OpenStack, Salesforce.com ou Azure. O profissional será responsável pelo desenvolvimento, implementação, gestão do projeto e assim por diante.

A experiência mínima no mercado de TI é de três a cinco anos e a formação solicitada é engenharia da computação ou outros cursos ligados á área de tecnologia.

"Este profissional vai precisar de noções de benchmarking e acompanhar lançamentos de produtos no mercado. Quem tiver base em TI, mesmo sem lidar com computação na nuvem, pode iniciar no segmento em um cargo júnior, acompanhando a implementação do serviço", comenta Raffa.

Um profissional sênior pode ganhar de R$ 12 mil a R$ 14 mil, e um júnior de R$ 3 mil a R$ 4 mil. Um candidato intermediário tem faixa salarial entre R$ 7 mil e R$ 10 mil.

Gestor em Big Data

O gestor deve entender a questão técnica de armazenagem de dados, e identificar e analisar o conteúdo das informações, direcionando para diferentes departamentos da empresa. Assim como o especialista em cloud computing, o profissional precisa conhecer as plataformas disponíveis no mercado e ter experiência na área de TI.

Junto do gestor de Big Data, que trabalha mais na parte técnica da coleta de dados, está o cientista de dados, a mente por trás das informações. O profissional é a mente por trás do Big Data e o responsável por transformar grandes quantidades de dados em ações práticas – trabalho que exige técnicas específicas e experiência. A pessoa que traduz planilhas em 'insights' tem de saber criar modelos estatísticos e aplicar algoritmos.

O arquiteto de sistema de Big Data da IBM Brasil Samir Nassif explica que a partir das aplicações de algoritmos, o profissional busca por grupos de afinidades e, assim, descobre perfis e tendências incorporados nos dados. Segundo o executivo, qualquer análise parte de uma pergunta ou problema, que precisam de respostas.

Os profissionais da área de Big Data podem encontrar salários que vão de R$ 8 mil a R$ 15 mil, dependendo da experiência e porte da empresa.





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