Sundar Pichai Chrome

Saiba quem é Sundar Pichai, o novo CEO do Google

Redação Olhar Digital 12/08/2015 16h00
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Os principais nomes que vêm à mente quando falamos da empresa Google costumam ser Larry Page e Sergey Brin, os fundadores da gigante do Vale do Silício. Desde segunda-feira, no entanto, os dois passaram a ser executivos da Alphabet, e o CEO do Google passou a ser o indiano Sundar Pichai.

Ao lado de Satya Nadella, atual CEO da Microsoft, Shantanu Narayen, dirigente da Adobe, e Ajay Banga, CEO da Mastercard, Pichai é mais um dos cidadãos indianos em comando de algumas das maiores empresas do mundo. No entanto, não foi à toa que ele chegou, aos 43 anos, a comandar uma das companhias mais influentes do cenário mundial de tecnologia.

Educação

Pichai nasceu em 1972 na cidade de Chennai, na Índia, filho de um engenheiro eletricista que gerenciava uma fábrica de componentes elétricos e de uma mãe estenógrafa que deixou de trabalhar para cuidar dele e de seu irmão. Os dois dormiam na sala da casa.

Sua família não tinha TV ou carro, e só adquiriu um telefone quando ele tinha 12 anos de idade. O aparelho, e as histórias que seu pai contava da fábrica onde trabalhava, foram sua primeira introdução ao mundo da tecnologia.

Esse talvez seja um dos fatores que o inspiraram a transformar o Android no sistema operacional móvel mais popular do mundo, e ao projeto Android One, que pretende levar smartphones Android baratos para o mundo todo.

Ele foi capitão da equipe de cricket de seu colégio e, após se formar, foi estudar Engenharia Metalúrgica no Instituto Indiano de Tecnologia de Kharagpur. Ele se formou em 1993 e foi continuar seus estudos nos Estados Unidos: fez mestrado na Universidade de Stanford e MBA na Wharton School, da Universidade da Pensilvânia. Foi nessa época que ele conheceu sua atual esposa, Anjali.

Em seguida, ele assumiu uma série de cargos de gerência de produtos em empresas como a Applied Materials (voltada para materiais e semicondutores) e a McKinsey & Company (uma empresa de consultoria de gerenciamento).

Google 

Pichai entrou no Google no mesmo dia que a empresa lançou seu serviço de email gratuito, o Gmail - primeiro de abril de 2004. Recém-chegado à empresa, ele achou que toda a história de "serviço gratuito de emails" era uma piada de primeiro de abril.

Ele entrou na empresa como gerente de produtos, e inicialmente, ele trabalhou na área de busca do Google. Com o tempo, no entanto, ele teve a ideia de desenvolver um navegador do Google (que viria a ser o Chrome), e essa ideia lhe garantiu o apoio de quase todos os co-fundadores da empresa - com exceção de Eric Schmidt, que achava que seria difícil entrar em um mercado já dominado pelo Intenet Explorer e pelo Firefox.

O navegador foi lançado em 2008 e, atualmente, domina mais de 40% do mercado de navegadores segundo o StatCounter. Outros produtos da empresa nos quais ele trabalhou e aos quais contribuiu foram o Google Drive, Google Docs, e o Chrome OS. Ele também auxiliou no desenvolvimento dos primeiros Chromebooks.

Pichai, no entanto, também se interessava pelo Android. A empresa do sistema operacional foi criada por Andy Rubin em 2003 e vendida ao Google em 2005, e em 2012, Pichai anunciou uma versão do Chrome para o Android que substituiria o navegador planejado por Rubin e sua equipe para o sistema operacional móvel.

No ano seguinte, Pichai assumiu o comando do Android para ajudar a integrar o sistema com o resto dos serviços do Google. Foi ele que apresentou a próxima versão do sistema operacional, o Android M, durante o evento Google I/O esse ano.

Alphabet

Com a recente criação da Alphabet, a "empresa guarda-chuva" sob a qual o Google ficará, Pichai se tornou então o CEO do Google. No anúncio do site da Alphabet, Larry Page disse que "Sundar já há algum tempo vem dizendo as mesmas coisas que eu e Sergey dizemos (e às vezes até melhor) (...) e está claro para nós e para nosso conselhor que chegou a hora dele se tornar CEO do Google".

É provável, no entanto, que as responsabilidades de Pichai não mudem tanto assim. Ele provavelmente continuará a coordenar o desenvolvimento do Chrome e do Android, além de produtos derivados do navegador e do sistema operacional. Outros serviços do Google, no entanto, ficarão na mão de outras empresas, como a Fiber e a Sidewalk Labs. O Youtube, por sua vez, continua sob o comando de Susan Wojcicki.

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