Conheça as aplicações reais do Big Data

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Tem gente que ainda não entendeu, mas com certeza pelo menos já ouviu falar de Big Data. Em 2013, o termo se popularizou e trouxe novidades no mundo da tecnologia. Aqui mesmo no Olhar Digital nós já explicamos em detalhes do que se trata: uma infinidade de informações não estruturadas que, quando usadas com inteligência, se tornam uma arma poderosa para empresas tomarem decisões cada vez melhores.

As soluções tecnológicas que trabalham com Big Data permitem analisar um enorme volume de dados de forma rápida e ainda oferecem total controle ao gestor das informações. E as fontes de dados são as mais diversas possíveis: de textos e fotos em rede sociais, passando por imagens e vídeos, até jogadas específicas no esporte e até tratamentos na medicina. Melhor do que falar é ilustrar algumas aplicações atuais...

Esta startup, em São Paulo, usa o Big Data para oferecer ao criador de gado uma ferramenta inédita. Enquanto a realidade da maioria das fazendas do Brasil ainda é o papel e caneta, aqui eles criaram um aplicativo de coleta de dados para dispositivos móveis. O trabalhador coloca tudo ali: quantidade de bois e vacas, quais são as melhores produtoras de leite, peso...tudo!

"Ela passa por um processo de coleta dos dados, é muito importante que este dado seja preciso e limpo. Para isso é preciso de mecanismos de automação de coleta, para garantir a qualidade", expolica Danilo Leão, diretor da BovControl.

E é nas etapas seguintes à essa coleta de dados mais precisa que entra a solução de Big Data. Com o cruzamento desses dados, a solução usa mecanismos e algoritmos para interpretar esse grande conjunto de informações para que o pecuarista possa tomar suas decisões.

Ainda hoje, para quem não aderiu à tecnologia, é difícil identificar a lucratividade real da atividade pecuária. Com o problema identificado, a startup viu a necessidade de oferecer uma solução para que o criador de gado pudesse ter total controle sobre as informações coletadas da sua criação.

"As contas a partir daí se tornam outras,  muito melhores e ele consegue ver 'se meu custo por unidade animal é esse, então quando eu for comprar o sal mineral, isso significa 3% do custo do animal', por exemplo. Ele começa a enxergar a atividade num nível de gestão que é um salto do que ele já vinha fazendo", conta Leão.

E ampliando este exemplo de uso do Big Data, no final das contas não é só o produtor que se beneficia da solução...

Partindo para outro campo, outra experiência interessante com Big Data foi testada durante a Copa das Confederações, no meio do ano. O exemplo misturou futebol, torcida e toda informação não estruturada proveniente das redes sociais. A solução era capaz de ler publicações do Twitter e Facebook – inclusive com capacidade para compreender gírias...

"Nós criamos um algoritmo que consegue analisar este grande volume de dados, que são milhares de tuítes por segundo. Queríamos entender os pensamentos do torcedor brasileiro e começar a entender se as palavras eram positivas ou negativas. se havia relações entre as palavras, e tirar insights a respeito disso", conta José Luis Spagnuolo, diretor de Big Data da IBM Brasil.

Com o resultado, Felipe Scolari, técnico da Seleção, poderia ter o sentimento da torcida em tempo real ali no banco de reservas. Hoje a solução existe para qualquer empresa ou marca que queira medir sua reputação através das mídias sociais.

Ainda no esporte, outra ferramenta de Big Data aplicada no mundo do tênis analisou oito anos de informações dos Grand Slams (um total de 41 milhões de pontos marcados) para identificar padrões e estilos dos jogadores. Com isso, alguns dos melhores players do mundo já estenderam o treino para além das quadras. A norte-americana Serena Williams usa o Big Data para avaliar e comparar suas adversárias.

O “Flu Trends” do Google é outro exemplo. Baseado nos dados do seu buscador, a empresa desenvolveu um projeto no qual conseguiu identificar tendências de propagação de gripe antes de números oficiais refletirem a situação. A  mesma técnica pode ser aplicada para analisar inflação, desemprego e muitas outras coisas.

Mas se você pensa que isso já é o bastante. Prepare-se para uma nova revolução no mundo da informática e tecnologia. A mais nova tendência – que também tem base no Big Data – é a computação cognitiva, na qual a máquina passa a reproduzir o pensamento humano. Um dos primeiros testes foi em um “jogo do milhão” nos Estados Unidos; o computador com sistema cognitivo desafiou os maiores vencedores do programa... e, sim, venceu!

"Ele tinha tudo aquilo armazenado na memória e em três segundos ele entendia a pergunta e conseguia achar uma resposta no banco de dados, conta Spagnuolo. Segundo ele, o computador Watson não pensa de verdade, mas utiliza um algoritmo para criação de hipóteses para encontrar soluções para dar as respostas.

Atualmente, a mesma solução está sendo aplicadas em parceria com grandes hospitais do mundo para o tratamento de doenças complexas, como o câncer, por exemplo. Analisando em poucos segundos uma vastidão enorme de dados é possível chegar a um diagnóstico melhor da doença – o que, qualquer médico sabe o quanto é complicado hoje em dia.

"Em vez de o médico trabalhar com uma infinidade de informações e múltiplas variáveis, pode usar o Watson para entregar as três principais e indicar os pesos delas e as certezas em relação ao diagnóstico", conclui o diretor da IBM.

Muito em breve, em um futuro mais próximo do que a gente imagina, aplicações cognitivas estarão ao nosso alcance, nos nossos laptops e smartphones. Já imaginou como vai ser legal ter um consultor digital particular e 100% dedicado à sua situação; como, por exemplo, procurar um apartamento novo...

O diretor conta que uma aplicação para a área imobiliária pode usar o Watson para filtrar apartamentos em determinada região de SP, com base em valor e proximidade de pontos específicos. "Ele poderia comparar com todo o mercado imobiliário de São Paulo para encontrar a melhor oferta", conta Spagnuolo.

A solução pode ser aplicada em qualquer situação de Big Data; não existe limite! Essa plataforma cognitiva já está disponível para que outros desenvolvedores experimentem.

Ou seja, logo começarão a surgir diversas aplicações com “pensamento” sobre uma grande base de dados. E é esse ecossistema que promete – mais uma vez – revolucionar a computação. 

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