Entenda como é feita a transmissão de dados e energia por um único cabo

Padrão conhecido como PoE permitiu o desenvolvimento de novas possibilidades para o mercado

Começou no improviso. Em algum momento dos anos 2000, o pessoal que trabalha com produtos em rede notou que seria possível transmitir dados e energia por meio de um único cabo e deu início a uma nova forma de instalação: mais barata, simples e limpa porque fazia com que os fios de alimentação elétrica desaparecessem.

O mercado viu a ideia com bons olhos e, em 2003, o Instituto de Engenheiros, Eletricistas e Eletrônicos (mais conhecido pela sigla IEEE) criou o protocolo 802.3af, que padronizou essa forma de usar cabos e, automaticamente, fez o mercado se movimentar para criar produtos que atendessem à nova demanda. O padrão se refere ao que a partir de então ficou conhecido como Power over Ethernet (PoE).

O PoE possibilita que dois dos quatro pares de fios do cabo de par trançado sejam destinados à transmissão de energia elétrica, enquanto os demais se ocupam com a transmissão de dados - inclusive em gigabit. Neste caso usando todos os pares, o que é possível porque os sinais de rede e energia operam em frequências diferentes. A corrente elétrica é de até 350 mA e a tensão é de 48 volts, sendo que a energia fornecida é de 15.40 watts. Existe certa semelhança do PoE com o que ocorre no telefone comum, pois este também depende da transmissão de energia com 48v de tensão junto com a voz em um único cabo (já que é preciso eletricidade para alimentar o aparelho). A diferença é que, no caso do PoE, não é a voz que transita lado a lado com a corrente elétrica, são os dados digitais.

Com a nova configuração, ficou mais fácil instalar câmeras de segurança, telefones VoIP, pontos de acesso à internet sem fio, entre outros equipamentos, porque não era mais necessário levar o cabo de força aonde quer que fosse o dispositivo. Então bastava ligar os cabos de energia e internet a um injetor, como o POE 200 G da Intelbras, ou a um switch já preparado para esse tipo de ação, como o SF 802 AF, também da Intelbras. A partir daí, um cabo cat-5 se encarrega de alimentar os dispositivos.

Embora a tecnologia tenha simplificado, o padrão 802.3af tornou-se rapidamente insuficiente devido ao surgimento de dispositivos mais robustos. Câmeras de vigilância passaram a ter mais recursos – como uma speed dome, que possui desembaçadores de lentes e movimentações em diferentes ângulos – e os rádios que também começaram a utilizar o PoE. Tudo isso consome mais energia, então o IEEE fez novas atualizações, criando o 802.3at. Conhecido como PoE+, surgiu em 2009 e dobrou a capacidade elétrica da tecnologia ao oferecer 30 watts em cada saída.

O padrão mais recente é compatível com o anterior, então é possível manter o mesmo equipamento e tirar proveito das novas possibilidades – o switch SG 2404 PoE Intelbras, também opera com 802.3at. Ou seja, quando você estiver escolhendo suas próximas câmeras de segurança, por exemplo, prefira as que operam no padrão PoE - elas são mais fáceis de instalar porque não dependem de uma tomada nas proximidades.

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*Nota: Os padrões 802.3af e 802.3at são conhecidos também como PoE ativo e fazem parte dos protocolos de comunicação IEEE. Já os dispositivos que operam com PoE passivo, não são compatíveis com eles. Para garantir que seu equipamento funcionará devidamente, procure nas informações dos produtos pelos padrões 802.3af e 802.3at